Servidores são favorecidos no sistema previdenciário atual, aponta instituto fundado por Paulo Guedes



O Instituto Millenium, que tem como um de seus fundadores o ministro da Economia Paulo Guedes, divulgou na última terça-feira (7) um estudo que aponta para as desigualdades do sistema previdenciário brasileiro. O documento foi entregue aos 49 deputados que fazem parte da comissão especial da Câmara que está discutindo a proposta do governo para a reforma da Previdência.

"É no âmbito dos funcionários públicos federais onde estão as maiores desigualdades do sistema", aponta o estudo "Previdência Social: o setor público, a pobreza e a desigualdade", lançado em parceria com a agência de análise de impacto e planejamento estratégico Eight.

De acordo com a pesquisa, a média do benefício para quem se aposentou no funcionalismo público (regido pelo Regime Próprio da Previdência Social - RPPS) é de R$ 9.209,69 mensais, 507% mais alta do que a média de R$ 1.517,22 daqueles que se aposentam pelo INSS (Regime Geral da Previdência Social - RGPS).

"Em números, os servidores do regime especial representam apenas 2% (722.970) dos mais de 35 milhões de beneficiados pela Previdência Social. Porém, suas aposentadorias representam 17,3% (R$ 46,5 bilhões) dos R$ 265,2 bilhões do déficit previdenciário registrado em 2018", explica o estudo.


BPC

O documento também defende a redução do valor do benefício assistencial (BPC/Loas), pago a idosos em situação de miserabilidade. Hoje, o benefício é pago a partir dos 65 anos, no valor de um salário mínimo. A proposta do governo é reduzir esse valor para R$ 400, antecipando o pagamento para a partir dos 60 anos de idade. Quando o idoso chegasse aos 70, o valor voltaria a ser de um salário mínimo.

"Segundo simulações do estudo, se fossem implementadas entre 2015 e 2025, as novas regras promoveriam a inclusão de mais de 1 milhão de novos beneficiários a cada ano", defende o estudo.
Fonte: Extra, em 08/05/2019
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