Regime atual de Previdência paga mais subsídios de aposentadoria às classes mais ricas da sociedade



Um estudo sobre subsídios previdenciários, publicado nesta segunda-feira (29/04) pela Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Economia, mostra que a Nova Previdência – em tramitação no Congresso Nacional – combate os privilégios das classes mais altas da sociedade.

Pelo regime atual de Previdência, os trabalhadores que recebem os menores salários durante a vida profissional também contam com menos subsídios do governo após se aposentarem. Enquanto isso, os que ganham salários mais vultosos são duplamente beneficiados, pois ficam com os maiores subsídios após encerrarem as atividades profissionais.


Maiores subsídios vão para salários mais altos

Como "subsídio previdenciário", entende-se aquilo que o trabalhador aposentado e seus pensionistas receberão do Estado a mais do que foi pago durante os anos de contribuição. De acordo com o secretário da SPE, Adolfo Sachsida, a mudança de regime previdenciário corrigirá essa distorção. "Quem ganha um alto salário terá boa parte dos subsídios cortados na aposentadoria pela Nova Previdência. Para os menores salários, praticamente não haverá redução no subsídio que é desembolsado pelo Estado", explicou.

O estudo da SPE aponta que tanto no setor público como no privado os salários mais altos abocanham os maiores subsídios previdenciários. "O atual sistema é uma fonte de redistribuição de renda dos mais pobres para os mais ricos. Já a Nova Previdência inverte esse cenário, pois ela é justa e favorece os mais pobres", comparou Sachsida.

Para o secretário, o objetivo da análise produzida pela SPE é informar à sociedade as distorções presentes nas aposentadorias, evidenciando a enorme desigualdade de condições e os privilégios existentes. "O rombo causado pelas regras previdenciárias atuais aumentam com as pessoas mais ricas. Ou seja, se não mudarmos, no futuro a população mais pobre terá que pagar via impostos as desigualdades proporcionadas para a aposentadoria dos mais ricos", concluiu.
Fonte: Ministério da Economia, em 29/04/2019
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