Protestos pelo Brasil mostram que classe trabalhadora não vai tolerar ataque a seus direitos


Mesmo com o anúncio de suspensão da greve geral comunicado pelas centrais sindicais na última sexta-feira, por ocasião do adiamento da votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, a classe trabalhadora, entidades sindicais e movimentos da sociedade civil organizada não recuaram e lotaram as ruas do país todo nessa terça, 5, contra o fim do direito a aposentadoria. A ameaça ao fim do direito a uma aposentadoria digna fez com que três militantes de movimento de trabalhadores do campo iniciassem hoje uma greve de fome contra a reforma da Previdência. “Não mexa na aposentadoria” foi a frase mais repetida nos atos e protestos pelo Brasil.

A tendência é que o movimento de unidade e organização dos trabalhadores aumente a resistência em torno das políticas que atacam direitos e aprofundam a crise instalada no país há mais de um ano. Categorias como servidores técnicos das universidades federais e trabalhadores da EBC, já estão em greve por tempo indeterminado e têm total apoio da Condsef/Fenadsef e suas entidades filiadas. O momento exige unidade e resistência. Só nossa luta e capacidade de organização e mobilização poderão fazer frente aos diversos ataques que um governo ilegítimo com um projeto político sem voto e a serviço do mercado financeiro está nos impondo.

Ontem, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, declarou que a intenção do governo é votar a reforma da Previdência ainda este ano. Ao mesmo tempo, o presidente ilegítimo Michel Temer sinalizou a liberação de R$3 bilhões em verbas para municípios. A intenção é atrair apoio de prefeitos e consequentemente de parlamentares que pretendem buscar apoio nos municípios para garantir reeleição em 2018. Para que esse plano não se concretize é que cada trabalhador e trabalhadora terá tarefa fundamental de pressionar os parlamentares em suas bases. O recado é só um: parlamentar que votar a favor do fim das aposentadorias não volta!

As movimentações de Temer e de seus aliados deixam mais que claro que a retirada de pauta de votação da reforma nessa semana não significa que o governo ilegítimo desistiu de aprová-la. Por isso, se faz necessário continuar fortalecendo nossa unidade e construindo novas mobilizações em torno de uma forte pressão para que este Congresso enterre de vez qualquer possibilidade de votação da reforma da Previdência. Caso a votação seja agendada, os trabalhadores estarão preparados para uma grande Greve Geral. Sigamos construindo a unidade e a resistência a mais essa tentativa de ataque aos nossos direitos.

Fonte: Condsef, em 05/12/2017

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