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15 setembro 2017

A nova denúncia contra o presidente Michel Temer, enviada nesta quinta-feira, 14, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, paralisará o Congresso Nacional novamente e adiará ainda mais os debates sobre a reforma da Previdência. O governo concentrará esforços em negociar votos para barrar o andamento da denúncia e perderá tempo para convencer os aliados a manter o apoio ao chefe do Executivo.

Com isso, mais cargos serão negociados e as pressões, por parte do Centrão, para que o PSDB reduza seu espaço no primeiro escalão devem se intensificar. Parlamentares já avaliam que Temer pode ser obrigado a substituir, nas próximas semanas, o secretário de Relações Institucionais, Antonio Imbassahy (PSDB-BA). Parte significativa da base tem antipatia pelo tucano e cobra a troca do principal interlocutor do governo com o Congresso para apaziguar os ânimos.


Na avaliação do deputado Rubens Bueno (PPS-PR), Temer enfrentará uma série de dificuldades para escapar de virar réu e ser afastado do cargo diante da nova denúncia apresentada. O peemedebista é acusado dos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça.”Desta vez, será muito difícil Temer escapar. A acusação é forte e as provas são robustas com relação ao envolvimento dele no esquema. Essa história de ‘eu não sabia’, adotada pelo ex-presidente Lula lá no mensalão, não cola mais. Não é à toa que o petista hoje é réu em cinco processos e apontado como chefe de quadrilha. O mesmo deve acontecer com Temer”, avalia Bueno, que é integrante da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, colegiado responsável por analisar a denúncia contra o presidente antes da votação em plenário.

O parlamentar que representa o estado do Paraná relembrou que a base parlamentar está enfraquecida e dividida diante da série de denúncias que pesam contra integrantes do governo. Com isso, Temer não deve encontrar na Câmara as mesmas facilidades que teve para escapar do prosseguimento da primeira denúncia. “Na primeira denúncia, ele usou de todos os artifícios, como a liberação desenfreada de emendas, para escapar. Agora, a conta de sua base fisiológica deve ser muito maior e tenho minhas dúvidas se ele conseguirá escapar”, diz.


Bolsa

A piora do ambiente também deve refletir em um aumento da percepção de risco em relação ao país. Com isso, a tendência é de um mau-humor do mercado, que pode se materializar em nova queda da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e alta do dólar. No pregão desta quinta-feira, 14, a bolsa interrompeu série de três altas consecutivas e encerrou o dia em queda de 0,18%, aos 74.657. O resultado foi influenciado pelo mercado internacional, com quedas dos principais índices.

Nesta sexta-feira, entretanto, o desempenho será atrelado a fatores domésticos. Na avaliação de Guilherme Macêdo, sócio da Vokin Investimentos, o mercado deve abrir em baixa, mas se recuperará ao longo do dia. Para ele, não há na denúncia fatos novos, que possam comprometer ainda mais o presidente Temer nos escândalos de corrupção. “Veio o que o mercado esperava. Todos sabiam que vinha flecha”, destaca.

Diante da piora do ambiente político, um banqueiro que preferiu anonimato avalia que Temer terá de gastar o pouco do capital político que sobra para permanecer no Palácio do Planalto. Com isso, as chances de a reforma da Previdência ficar engavetada até o próximo governo aumentam significativamente. O mesmo executivo relembra que esse cenário afeta o balanço de riscos do Banco Central (BC), que indicou que pode subir juros se esse ambiente afetar as expectativas de inflação. “Se o clima político continuar ruim e tivermos uma virada do mercado internacional, ainda favorável, a situação será preocupante”, alerta.

O mercado entretanto, está dividido se esse ambiente ruim afetará a economia real ou o processo de recuperação continuará a despeito da crise política. Os últimos indicadores antecedentes de produção e vendas têm animado investidores, que aguardavam uma sinalização em relação a tramitação da reforma da Previdência para voltar a aplicar no país. Agora, todos voltarão ao compasso de espera até que o cenário político se defina, mesmo que muitos avaliem que a tendência é que o chefe do Executivo permaneça no posto até o fim de 2018.

Fonte: Correio Braziliense, em 15/09/2017
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