De novo, a JBS é alvo da Polícia Federal


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A sede da J&F, controladora da JBS, em São Paulo, está tomada por policiais federais, que fazem busca e apreensão na empresa, alvo da Operação Greenfield, que investiga corrupção nos quatro maiores fundos de pensão de estatais: Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa Econômica Federal), Postalis (Correios) e Petros (Petrobras). As fraudes podem chegar a R$ 50 bilhões.

No centro da ligação entre a JBS e os fundos de pensão está a Eldorado Celulose, que já havia sido denunciada dentro da Operação Lava-Jato. O ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto afirmou, em delação premiada, que a Eldorado se beneficiou de um empréstimo fraudulento do FI-FGTS, fundo de investimento bancado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), no valor de quase R$ 1 bilhão. A operação teria rendido propina de pelo menos R$ 5 milhões ao deputado Eduardo Cunha, que está prestes a ter o mandato cassado.

Para atender os pleitos da Eldorado, que tem os grandes fundos de estatais como sócios, o FI-FGTS burlou as regras, uma vez que o seu estatuto só previa financiamentos a obras de infraestrutura e não para a construção de empresas. Quando esse caso foi denunciado, a PF fez busca e apreensão na casa do presidente da JBS, Joesley Batista. Hoje,o irmão dele, Wesley Batista, foi conduzido coercitivamente para depor. Joesley também deveria ter sido levado pela PF, mas está em viagem ao exterior.


O grupo JBS ganhou notoriedade durante o governo Lula. Ao ser eleito como um dos campeões nacionais, passou a ter acesso ilimitado a empréstimos dos bancos públicos, sobretudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que acabou se tornando sócio do grupo, cuja origem está no frigorífico Friboi. Lula também abriu as portas dos fundos de estatais, agora sob investigação, ao JBS, que acabou se tornando o maior produtor de proteína animal do mundo.

A Operação Greenfield deflagrada hoje envolve cerca de 560 policiais federais, além de 12 inspetores e quatro procuradores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), oito auditores da Superintendência de Previdência Complementar (Previc) e sete procuradores da República. Estão sendo cumpridos 107 mandados judiciais, sendo sete de prisão temporária. A Justiça mandou bloquear R$ 8 bilhões dos envolvidos.
Fonte: Correio Braziliense, em 05/09/2016

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