Secretário do Ministério da Fazenda diz que Senado tem que acabar com supersalários para dar exemplo

Mansueto Almeida, secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, provocou polêmica em depoimento hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Ao defender a necessidade de aprovação da Proposta da Emenda à Constituição (PEC) que limita o aumento dos gastos públicos à inflação do ano anterior, disse que, para dar exemplo, o Senado deveria começar cortando os supersalários de seus funcionários.

“O senhores ficam falando que o governo não pode cortar gastos com saúde e com educação para se fazer o ajuste fiscal. Pois a melhor forma de se fazer o ajuste é começando por esta Casa, na qual um consultor legislativo ganha mais do que o teto do funcionalismo (R$ 33 mil), além de horas extras se permanecerem no trabalho depois das 19h. É hora de se discutir isso”, afirmou ele, em meio a um silêncio ensurdecedor dos senadores que o sabatinavam.

Mansueto, visto como uma das referências dentro da equipe chefiada por Henrique Meirelles, afirmou ainda que não é aceitável que um assessor parlamentar do Senado ganhe R$ 18 mil por mês enquanto ele, como secretário, recebe R$ 11 mil (o salário final é maior, porque é funcionário de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Ipea). “Já trabalhei nesta Casa e sei quais são os salários aqui”, frisou.

Para o secretário, o governo deve priorizar uma reforma estrutural das carreiras do serviço público para corrigir distorções. “Com certeza, essa reforma será muito bem-vinda”, assinalou. A maior distorção ocorre no salário de entrada das pessoas aprovadas em concurso. Muitos, sobretudo na elite do funcionalismo, entram recebendo praticamente o que é pago aos servidores que estão em fim de carreira. Assim, não há a meritocracia, os servidores se desmotivam e quem paga a conta é a sociedade, por meio de um péssimo serviço prestado.
Fonte: Correio Braziliense, em 16/08/2016

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