Policiais cobram da Fazenda explicações sobre fim de regime especial de previdência

O secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, está sendo obrigado a receber uma romaria de grupos de trabalhadores, todos preocupados com a reforma que o governo promete fazer na Previdência Social. Nesta quarta-feira, ele recebeu 19 representantes da Associação Nacional das Mulheres Policiais do Brasil (Ampol), que reúne Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Corpo de Bombeiros. Elas cobram explicações sobre o que está sendo pensado para a categoria, que têm aposentadoria especial, ou seja, pode deixar o mercado depois de 25 anos de trabalho.

Segundo a presidente da Ampol, Creusa Carmelier, o encontro durou quase três horas. “Fomos saber como está sendo pensada a reforma da previdência no que tange à segurança pública. Soubemos que não há uma proposta firmada ainda, e colocamos as especificidades da carreira, como carga horária e o perigo que corremos, mesmo depois da aposentadoria. Somos muito visados”, diz. Apesar do discurso polido, as policiais estão prontas para elevar o tom caso se sintam prejudicadas pelo que o governo quer fazer.

Na avaliação de Fabio Zambitte Ibrahim, especialista em direito previdenciário e professor do Ibmec/RJ, é preciso reconhecer os riscos que todos policiais correm, mas não há razão para privilégios. “A discussão está fora de foco. Acho que é preciso trabalhar mais a causa e não a consequência. Entidades como a Ampol vão à Brasília exigir que não se acabe com privilégios, mas não vejo a mesma disposição para reivindicar que se ponha fim à violência nas ruas”, enfatiza.

Ele admite que não será fácil para o governo levar adiante a proposta de reforma diante de tantos grupos organizados contrários à mudança. A perspectiva do mercado é de que, na melhor das hipóteses, o projeto de mudanças na Previdência chegue ao Congresso no fim deste ano, mas o debate só comece depois de fevereiro de 2017.
Fonte: Correio Braziliense, em 03/08/2016

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