Esplanada dos Ministérios abriga 'bloco fantasma', vazio desde abril


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Em meio ao vaivém de autoridades, servidores públicos e turistas pelos 17 prédios que abrigam parte dos ministérios do governo federal, em Brasília, a condição de um edifício escapa à correria diária. Há mais de quatro meses, o bloco O da Esplanada dos Ministérios está vazio e sem uso.

O prédio abrigava o Comando do Exército e a Secretaria de Assuntos Estratégicos, pasta que foi extinta ainda pela presidente Dilma Rousseff, hoje afastada de seu cargo, na reforma ministerial de 2015.

Os militares deixaram o local em abril deste ano para ocupar uma nova sede no Setor Militar Urbano, um dos bairros da capital federal.

De acordo com o Ministério do Planejamento, responsável por gerenciar os imóveis da União, o prédio foi desativado pela necessidade de passar por restauração.

A pasta informou que nesta semana será lançada uma licitação para a reforma completa do edifício, com a modernização dos sistemas de energia elétrica e da rede hidráulica. A assessoria, porém, não informou valores para a obra e nem prazos para conclusão.

A demora para resolver o problema, no entanto, acaba reforçando uma prática comum da administração pública: a de alugar imóveis devido à falta de espaços oficiais disponíveis.

O caso do Ministério do Esporte é um dos exemplos. Ele antes funcionava em um dos blocos da Esplanada, mas tinhas diversos setores internos em outros lugares da capital. Para unificá-lo, ele funciona agora em um edifício recém-construído localizado a cerca de 6 km do Congresso Nacional.

O Ministério das Cidades é outro exemplo de pasta que também ficou de fora da Esplanada. Ele está atualmente em um local destinado a tribunais e autarquias.

O objetivo da reforma do edifício do bloco O da Esplanada, de acordo com o Planejamento, é modificar a estrutura elétrica para reduzir em 60% o consumo médio do prédio, com a instalação de sistemas de gerenciamento e automação da iluminação, da rede óptica e dos sistemas de ar condicionado.

Na parte hidráulica, o projeto prevê captação de água da chuva e de drenos de ar condicionado para utilização nos vasos sanitários, que serão a vácuo.

O projeto prevê ainda que o prédio seja 100% acessível, não só do ponto de vista da mobilidade física, mas também quanto a aspectos visuais, táteis e sonoros.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, em 01/08/2016

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