Servidores receberam aumento para não fazerem greve, diz Temer


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O presidente interino Michel Temer defendeu nesta segunda-feira o reajuste do salário dos funcionários públicos. O acordo foi feito no mês passado e recebeu críticas por ir contra o ajuste fiscal alardeado pelo governo interino.

“O aumento dos funcionários públicos já estava previsto e foi menor do que a inflação”, disse. Os gastos de R$ 58 bilhões decorrentes do aumento serão divididos em quatro anos, “mas falam como se fosse R$ 58 bilhões só neste ano”, afirmou, durante a abertura do Global Agribusiness Forum, em São Paulo.

Segundo Temer, caso o aumento não fosse dado aos servidores, haveria o risco de ocorrerem greves no funcionalismo e nos setores essenciais. "Seria uma coisa muito desastrosa para o governo e para o país [não fazer o acordo]", disse. As despesas de 2016, inclusive, já estão previstas no Orçamento deste ano e na meta fiscal de R$ 170,9 bilhões, , afirmou.

O interino entrou no palco do hotel Grand Hyatt com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e foi recebido de pé sob aplausos por representantes do agronegócio. Estiveram presentes também o governador Pedro Taques (MT) e os ministros Blairo Maggi (Agricultura), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) e José Serra (Relações Exteriores), entre outros políticos.

“As palmas aqui são verdadeiras, daqueles que se entusiasmam com o nosso país”, disse Temer, afirmando ter “o apoio do setor produtivo do país”.

Ao fim do evento, o interino concedeu menos de dois minutos a jornalistas, tempo que dedicou para agradecer o apoio que recebeu dos empresários. “Quero ressaltar a importância desse celeiro [agronegócio]”, disse , citando toda a “potencialidade” da agricultura brasileira. Temer também comemorou o apoio que tem recebido dos “setores produtivos”, como o varejista. “Esse apoio tem sido fundamental, e cada vez mais a gente vai ganhando forças”, disse.

O presidente interino saiu sem responder as perguntas dos jornalistas.

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Fonte: Valor Econômico, em 04/07/2016

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