Senado não quer votar cargos


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A iniciativa do governo de aprovar projetos com ajuste salarial e criar novos cargos tem gerado desavenças na base aliada do presidente interino Michel Temer. Depois de críticas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do próprio líder do governo na Casa, Aloysio Nunes (PSDB-SP), foi a vez do líder do PMDB criticar a medida. “Eu não vou votar nenhum aumento de cargo. Não vai contar com o meu apoio, a menos que mostre que criar cargos fará algum bem para o país”, disse o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).

O peemedebista confessou que também não simpatiza com propostas que reajustam remuneração e aumentam o teto salarial do funcionalismo público, mas está disposto a conhecer os projetos e avaliar. Na semana passada, com o aval do governo, a Câmara aprovou reajustes e criação de cargos para todos os poderes, causando um impacto de pelo menos R$ 56 bilhões em quatro anos. As propostas precisam agora passar pelo Senado, onde devem sofrer resistência.

Renan também criticou a iniciativa por duas vezes ao longo desta semana. Ele chegou a ironizar o governo e dizer que, talvez, aprovar uma meta fiscal com R$ 170 bilhões de déficit tenha sido um “engano”. O presidente do Senado também solicitou esclarecimentos por parte do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Para Renan, os aumentos salariais e a criação de cargos são incompatíveis com o ajuste econômico e com o déficit fiscal que foi aprovado pelo Congresso.

Na semana da votação da revisão da meta fiscal, membros da base do governo afastado chegaram a dizer que o déficit extrapolava o real, com o intuito de contar pontos positivos para Temer quando ele cumprisse a meta no fim do ano e realizasse um déficit menor que o sugerido.

Votação. A criação de 14.419 cargos foi aprovada no plenário da Câmara dos Deputados na semana passada, na votação dos reajustes salariais para diversas categorias de servidores.

A medida estava prevista no projeto de lei que prevê o reajuste a servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Segundo a “Folha de S.Paulo”, as novas vagas passaram batidas pelos deputados e por membros do governo. Caso o projeto seja aprovado no Senado, os cargos serão ser preenchidos por concurso.

O número de novos postos é quase quatro vezes maior que os 4.000 cargos comissionados que Temer havia prometido extinguir para reduzir os gastos do governo em 2016. Antes de ser exonerado do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR) havia afirmado que os cortes corresponderiam ao “dobro” do que o governo afastado havia prometido sem cumprir.

Fonte: Jornal O Tempo, em 10/06/2016

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