Servidores federais, estaduais, municipais e de estatais se juntam contra retrocesso e pelo fortalecimento do serviço público


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Representantes de servidores federais, estaduais, municipais e de estatais se reuniram nesta sexta-feira, em Brasília, em um encontro convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). A atividade histórica em torno da discussão da complexa conjuntura atual unifica e mobiliza a luta em defesa do serviço público. No encontro foram debatidas estratégias e ações concretas para reagir aos ataques sofridos pela classe trabalhadora em menos de uma semana do governo interino de Michel Temer.

Além de debater o momento político do País que traz muitas incertezas, os servidores reforçam a urgência de se unir contra uma pauta de retrocessos com risco de avançar no Congresso Nacional que ameaçam direitos de todos os trabalhadores. Uma frente parlamentar mista em defesa dos trabalhadores foi lançada ontem no Senado com a participação de 197 deputados e 42 senadores. Para organizar sua base e enfrentar o período conturbado, a Condsef está convocando uma plenária nacional da maioria dos servidores do Executivo para o dia 10 de junho.

Servidores e empregados das estatais voltam para seus estados com a tarefa de organizar um movimento amplo de resistência que já está em curso. Impactados com a notícia da extinção do Minc, servidores da Cultura já ocupam mais de 14 prédios em todo o Brasil com apoio de artistas e diversos movimentos da sociedade civil organizada. Servidores do Incra, Desenvolvimento Agrário, Ciência e Tecnologia, Previdência e outros órgãos impactados com a MP 726/16 também estão atentos e organizados em torno de uma resistência a pauta de retrocessos que avança. Esta MP é considerada fruto de um ato arbitrário de Temer que mexe com as estruturas do setor público apenas com uma canetada. A Condsef busca uma audiência com o ministro indicado para o Planejamento, Romero Jucá, para cobrar explicações desses atos, defender as importantes políticas públicas que estão sendo atacadas e exigir o cumprimento de acordos firmados com o governo.

A grande questão levantada é como um governo interino pode adotar um programa de governo que não foi aquele que conquistou a maioria dos votos nas eleições de 2014. O programa “Uma Ponte para o Futuro” que não obteve sequer um voto já está trazendo consequências catastróficas e é uma ameaça aos avanços experimentados pela população brasileira nos últimos anos. O que o setor público precisa é de investimento adequado e não da interrupção ou fim de programas que atendem milhões de brasileiros. No encontro dos servidores de todo o Brasil também foi debatida a possibilidade de se organizar um ato unificado para junho e a construção de movimentos permanentes de resistência.

O momento é de muitas incertezas, mas o que é certo é que não se pode esmorecer frente a ameaças concretas a direitos adquiridos. Mais que nunca é fundamental fortalecer a mobilização e unidade em torno da valorização dos servidores e dos serviços públicos, do acesso à população a serviços universais e de qualidade e defender os direitos conquistados pela classe trabalhadora ao longo de sua história. Não podemos admitir retrocessos. Nenhum passo atrás. Nenhum direito a menos.

Fonte: Condsef, em 19/05/2016

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