Ofensiva para garantir reajuste salarial


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Lideranças sindicais da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) prometem ofensiva nesta semana na Câmara dos Deputados para garantir a aprovação dos projetos de lei que vão assegurar o pagamento do reajuste salarial em agosto. A corrida é contra o tempo, já que a partir de quarta-feira um eventual governo Michel Temer (PMDB) pode pôr em risco a execução do pagamento das correções salariais.

O secretário geral da Condsef, Sérgio Ronaldo, afirmou à coluna que não há hipótese dos servidores federais sofrerem qualquer tipo de mudança no que já está assinado e acordado por conta da mudança na Presidência: “O acordo foi assinado com a instituição do Estado e não com a presidente Dilma Rousseff. Se houver quebra deste contrato a resposta será muito simples: vamos fazer uma greve geral. Já mostramos que somos capazes de parar a máquina”. A Condsef tem em sua base 800 mil servidores públicos federais.

Os aumentos já estão previstos no Orçamento de 2016. Ao todo são seis projetos de lei que tramitam na Câmara. O impacto total até 2019 será de R$ 32,2 bilhões. Neste ano, o custo do reajuste salarial será de R$ 5,3 bilhões. Em agosto o índice de correção será de 5,5%. Os números são do pessoal do Poder Executivo. O reajuste do Judiciário também depende de aprovação no Congresso.


Estado mínimo

Sérgio Ronaldo lembrou da época em que o país era governado pelo PSDB e declarou que o funcionalismo não pode ficar sem reajuste com a “desculpa da grave crise”: “Não vamos levar essa culpa. Os servidores precisam de valorização. Na Era FHC passamos anos sem reajustes, vivendo uma política de Estado mínimo. Não queremos reviver isso”.


Sem valor

O sindicalista apontou que qualquer decisão de Michel Temer (PMDB) que venha prejudicar o funcionalismo será “ilegítima”: “Não vamos respeitar atitudes que subtraiam direitos adquiridos nem mesmo que tire o reajuste acordado. Ele optou pelo caminho curto, sem voto popular, pelo golpe e, por isso, não haverá qualquer valor da nossa parte”.


Pela igualdade

Um dos argumentos que serão utilizados para convencer os parlamentares será de que a Câmara já aprovou regime de urgência para apreciação dos projetos de lei que reajustam salários e subsídios dos servidores do Poder Judiciário, do Ministério Público da União e dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Estes devem ser votados em 15 dias.


À espera de proposta

Policiais federais, rodoviários federais e auditores fiscais ainda aguardam um possível aceno do governo Dilma Rousseff antes desta quarta-feira. Estas três categorias ainda negociam com o governo e provavelmente terão reajuste superior aos 10,8% concedidos para todo o funcionalismo federal. Ainda assim terão que passar pelo Congresso Nacional.

Fonte: Jornal O dia, em 07/05/2016

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