Dilma exonera ministros e servidores do alto escalão do governo


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O Diário Oficial da União desta quinta-feira (12) traz a exoneração de 28 ministros de estado que faziam parte da equipe da presidente afastada, Dilma Rousseff. O afastamento decorre da aprovação da admissibilidade do processo de impeachment de Dilma pelo Senado no início desta manhã. Depois de mais de 20 horas de debates, os senadores aprovaram o afastamento de Dilma por 55 votos a 22.

A instauração de processo de impeachment contra Dilma já havia sido autorizada pela Câmara no mês passado.


Ministros exonerados

Entre os ministros exonerados está o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, cuja nomeação para Casa Civil estava suspensa por liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Também constam da lista de exonerados o Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo; o ministro Chefe do Gabinete Pessoal, Jaques Wagner; o ministro da Justiça, Eugênio Aragão; além dos ministros Miguel Rosseto (Trabalho e Previdência Social), Kátia Abreu (Agricultura) e Edinho da Silva (Secretaria de Comunicação Social).

Além dos ministros, também foram exonerados diversos servidores que ocupavam cargos de assessoria especial ligados à Presidência da República. A lista de exonerações também inclui dirigentes de estatais, como Geovani Queiroz, dos Correios.

O Diário Oficial também traz exonerações de servidores do alto escalão da Presidência da República, como Jorge Rodrigo Araújo Messias, que ocupava o cargo de Subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República.


Fora da lista

Ficaram de fora da lista o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a ministra de Ciência e Tecnologia, Emília Maria Curi, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Magalhães Furlan; e o ministro da Saúde, José Agenor Alves


Desafios do governo Temer

Depois da aprovação, pelo Senado, da admissibilidade do impeachment de Dilma, parlamentares de partidos favoráveis ao afastamento afirmam que o Congresso dará a governabilidade necessária a Temer, enquanto a nova oposição promete questionar a agenda do presidente que assume agora como interino.

Fonte: Agência Câmara de notícias, em 12/05/2016

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