Depoimentos divergentes de ministros revelam tentativa de “enrolar” os servidores


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Conforme noticiado pelo Sitraemg na última sexta-feira (13), o novo ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB/RR), declarou à imprensa que o governo do presidente interino Michel Temer manterá as negociações sobre os projetos que foram enviados pelo Executivo à Câmara dos Deputados. Ele garantiu que “a palavra do governo será confirmada” para os projetos que tramitam com urgência. Embora não tenha citado nenhum dos projetos há uma grande possibilidade que ele se refira também ao PL 2648/15. “Esses reajustes serão aprovados da forma que foram pactuados com as diversas carreiras públicas”, reforçou.

No domingo (15), no entanto, conforme matéria veiculada no site da Fenajufe, em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que os acordos de reajuste dos servidores públicos construídos no governo da presidente afastada Dilma Rousseff poderão ser revistos. Ainda de acordo com a Federação, com base em matéria do portal Uol, “ao falar sobre os planos do governo para melhorar as contas públicas, Meirelles afirmou que a reversão do quadro de deterioração das contas passa pelo controle de despesas ‘que não são tão necessárias’, como o reajuste de salários de ‘determinados tipos de funcionários que não necessariamente poderia ser justificado pelo aumento das receitas’”.

Há uma aparência “divergência” entre membros do governo, se levados em consideração os depoimentos dados por alguns deles nesses primeiros dias de governo interino. Mas os servidores não podem esquecer é que o PMDB é governo, continuamente, desde os oito anos de mandato de Fernando Henrique Cardoso. Romero Jucá está no partido desde 2003, mas foi líder do governo no Senado nas eras FHC, Lula e Dilma. Antes disso, foi governador “biônico” de Roraima, nomeado pelo então presidente José Sarney. Pernambucano de nascimento, mudou-se para o novo estado, que antes tinha o status de “território”. E Henrique Meirelles, executivo do setor financeiro, foi eleito deputado pelo PSDB, em 2002, e saiu do partido tucano, em 2003, para assumir a presidência do Banco Central, nomeado por Lula, permanecendo no cargo até 2011, já no governo Dilma.

Ou seja, assim como ocorreu durante os governos petistas, os servidores do Judiciário não podem confiar na boa vontade de Temer e sua equipe. Haja vista o anúncio do presidente peemedebista de que levará adiante a proposta de reformas da previdência e das leis trabalhistas anunciadas por Dilma. Não há outro caminho.

As negociações continuam sendo necessárias, sim. Mas o êxito dos servidores somente será alcançado com muita pressão e luta, que não vai ser fácil.

Fonte: Sitraemg, em 17/05/2016

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