Governo tenta ganhar tempo para aprovar ataques contidos no PLP 257


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Na noite da última terça-feira (12/4), o ministro chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, se reuniu com representantes de centrais e federações sindicais para tratar do PLP 257/16, que aguarda votação no Plenário e contém 209 emendas.

Após a reunião, entidades ligadas ao governo anunciaram que há um recuo e que se admite modificar o PLP 257, que restringe novas contrações, congela salários e prevê um programa de demissão.

No entanto, o ministro abriu a reunião informando que concordou em realizar a reunião com as centrais sindicais, mas que não está em discussão a retirada do PLP 257 da pauta do Congresso, ou seja, o governo reafirma que quer aprovar esse projeto", alertou Barela representante da CSP-Conlutas.

O PLP 257 prevê o alongamento do parcelamento das dívidas dos estados com a União, mas cria como contrapartida uma reforma fiscal, que contém uma série de medidas desastrosas para o funcionalismo público municipal, estadual e federal.

Berzoini falou em desmembrar os pontos dessa “contrapartida” que envolve os servidores, como salários, concursos, previdência. No entanto, o ministro não afirmou que o governo vai retirar esses itens que são, na verdade, ataques diretos aos servidores. Pelo contrário, é enfático na afirmação de que o momento político exige uma maior reflexão sobre esses pontos e com esse raciocínio é que coloca a possibilidade de desmembramento com relação ao conjunto do projeto.

Isso não quer dizer que o governo recuou, mas que pretender ganhar tempo para quando o cenário político for propício votar e aprovar essa ofensiva contra os servidores públicos. Portanto, devemos nos manter mobilizados e combativos no que diz respeito ao PLP 257 e seu possível desdobramento.

Em um cenário em que o governo oferece de um tudo para tentar frear o impeachment da presidente Dilma, precisamos ficar atentos. O governo que vem sucateando há anos os nossos salários e atacando nossos direitos não mudaria sua política da noite para o dia.

Fonte: Sindjus-DF, em 15/04/2016

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