Comando Nacional de Greve repudia repressão policial ao movimento docente


Compartilhe esta publicação:

O Comando Nacional de Greve (CNG) dos docentes federais divulgou nesta quarta-feira (7) nota de repúdio à violência policial sofrida por docentes, técnico-administrativos e estudantes na última segunda (5), ao final de um ato em frente ao Ministério da Educação, em Brasília.

No documento, o CNG ressalta que “a repressão violenta às manifestações tem se tornado prática recorrente durante esta que já é a mais longa greve dos docentes federais. A relação do MEC com os que lutam em defesa da educação pública tem sido caracterizada pela covardia e violência, utilizando-se de seu braço armado, a polícia, para agredir e reprimir”.

O CNG afirma ainda que “os docentes federais lutam de forma firme e determinada pela educação pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada. É com esse sentimento que nos motivamos em promover a ciência, os saberes, a cultura brasileira, e defender nosso maior patrimônio: as pessoas e seus direitos sociais”.

Durante a segunda-feira (5), o Comando Nacional de Greve do ANDES-SN realizou o ato Em Defesa da Educação Pública, em unidade com o CNG do Sinasefe e com o movimento estudantil em frente ao MEC para cobrar a reunião que havia sido marcada com o ministro da Educação nesta data.

De acordo com 1º vice-presidente da Regional Rio Grande do Sul do ANDES-SN, Giovanni Frizzo, diante da não realização da reunião, o ato também denunciou o descaso do MEC em relação à greve às reivindicações dos docentes.

“Nesse sentido, a gente desenvolveu uma série de atividades, com aulas públicas e intervenções culturais, como forma de denunciar a política de não negociar com o movimento grevista, uma prática que tem sido recorrente ao longo de toda a greve. Ao final do ato, que transcorria com tranquilidade, a polícia, alegando uma ação de estudantes, resolveu agir com repressão, detendo um estudante de forma arbitrária e, ainda por cima, agindo de forma violenta, contra os docentes e estudantes que lá estavam. A repressão com spray de pimenta e cassetetes foi mais uma vez utilizada, obviamente com uma orientação do MEC, para tentar desqualificar o movimento que luta em defesa da educação pública”, contou Frizzo.

O diretor do ANDES-SN ressaltou que, assim como o não cumprimento das agendas, também é prática recorrente por parte do governo, especialmente do MEC, reprimir de forma violenta as categorias em greve e o movimento estudantil. “Essa ação foi bastante truculenta e que resultou em diversos professores machucados, agredidos pelas diferentes formas de violência [física e psicológica], o que fez com que o Comando Nacional de Greve elaborasse uma nota de repúdio para divulgar para a sociedade a forma como o governo tem tratado os docentes e os estudantes”, completou.
Ao final da nota, o CNG destaca que os docentes repudiam, não aceitam e se indignam perante a situação. “Continuaremos lutando em defesa do caráter público da educação e da garantia da função social das Instituições Federais de Ensino, que compõem o real patrimônio do povo brasileiro, em prol da classe trabalhadora. A luta é o caminho para conquistar direitos e defender a educação pública!”, conclui o documento.

http://grevenasfederais.andes.org.br/2015/10/07/comando-nacional-de-greve-repudia-repressao-policial-ao-movimento-docente/

Esta publicação tem caráter meramente informativo. Todos os artigos e notícias são de responsabilidade de seus autores e fontes, conforme citados acima no link, não refletindo necessariamente a opinião deste site.

Tire suas dúvidas jurídicas com um advogado online.

Discuta este e outros assuntos de seu interesse no Fórum do Servidor Federal. Clique aqui para participar!

Clique aqui, baixe gratuitamente o aplicativo do Portal do Servidor Federal, e receba um resumo de todas as notícias no seu smartphone.