Sete concursos até o fim do ano


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Quem quer entrar para o funcionalismo não deve se desanimar. Apesar da proposta do governo federal de suspender concursos públicos da União para 2016, as seleções que já foram autorizadas pelo Ministério do Planejamento ocorrerão normalmente. Isso significa que editais de importantes órgãos do Executivo, como o do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), serão publicados até dezembro. Assim como a autarquia vinculada ao Ministério da Previdência Social, outros cinco órgãos (leia quadro ao lado) estão em processo de escolha da banca examinadora, que será responsável pela elaboração e aplicação das provas e demais etapas.

Candidatos que almejam um posto no Judiciário têm motivo para comemorar. Na última quarta-feira, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) definiu a contratação do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), o antigo Cespe, para a realização do certame do órgão – um dos mais aguardados do DF.

Além dessas seleções, editais para empresas públicas deverão ser lançados em breve. Em comunicado, o Planejamento informou que o esforço fiscal previsto para redução de gastos não engloba as empresas estatais. “Os concursos para as estatais serão fundamentais para mantê-las competitivas”, destaca o coordenador pedagógico do Gran Cursos, André Lopes. A seleção para os Correios, que deve oferecer 2 mil vagas, aguarda apenas a definição da banca examinadora.

O Banco do Brasil, instituição financeira de economia mista, deve abrir novo concurso, com oportunidades para escriturário. Em agosto, publicou um certame com oportunidades apenas para estados da região Nordeste. Deve abrir outro com postos para o DF e outros estados.

O risco de congelamento dos processos seletivos pouco abalou o estudante Tarcísio Catunda, 29 anos. Ele estava estudando para o concurso de auditor-fiscal do trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mas pretende aproveitar as oportunidades que virão. “O atual cenário fiscal não deixa de ser um pouco desanimador, mas estou encarando isso como uma oportunidade para me preparar melhor. Pretendo fazer as provas para o INSS e o TJDFT”, afirma ele, que começou a estudar em agosto, após sair de Fortaleza para Brasília. “Abandonei a família e amigos para me dedicar aos estudos e não vou voltar atrás da minha decisão. Trabalhava como consultor financeiro em um banco, e acredito que a carreira de auditor do trabalho seja uma ótima oportunidade para ter estabilidade, um bom salário e ser feliz”, enfatiza.

A crise econômica atingiu em cheio o empresário Cleomar Caixeta de Souza, 36. Sócio de uma empresa de construção civil, ele observou no serviço público a chance de ter renda mais estável. “Construo e vendo casas para o Programa Minha Casa Minha Vida. Com o anúncio de redução de subsídios do programa, imaginei que teria melhores oportunidades no serviço público, mas essa possibilidade de suspensão me pegou de surpresa”, admite. Embora esteja se preparando para o concurso do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Cleomar vai tentar primeiro a seleção do TJDFT.

Para especialistas ligados ao mercado de concursos, a eliminação do abono permanência —outra medida tomada pelo governo para reduzir os gastos públicos — pode ser um peso favorável para que o governo seja menos rígido em relação à suspensão dos concursos. “Muitas pessoas que hoje recebem o benefício não terão mais estímulo para continuar trabalhando, motivando muitos a se aposentarem”, avalia Tiago Pugsley, professor de direito penal do IMP Concursos.

O governo quer cortar R$ 1,5 bilhão em gastos com pessoal no próximo ano suspendendo os concursos para o Executivo, o Judiciário e o Legislativo. Mas isso ainda depende de aprovação do Congresso Nacional. Para André Lopes, do Gran Cursos, não vai ser fácil. Ele ressalta que será necessário alterar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) e o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA). “O próprio Orçamento de 2015 só foi aprovado no Parlamento em março deste ano”, destaca.

A diretora-executiva da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), Maria Thereza Sombra, não acredita no congelamento dos concursos para 2016. “Em 2011, a então ministra do Planejamento, Miriam Belchior, fez a mesma coisa, mas liberou autorizações no fim do ano”, compara.

“Quem procura uma vaga no serviço público deve continuar estudando. Se o governo abrir mão dos certames, vai provocar um colapso forte em órgãos e autarquias federais”, reforça Maria Thereza.

No momento, entretanto, não há qualquer indícios de o governo federal voltar atrás da decisão de suspender os concursos. O Ministério do Planejamento comunicou que “todas as áreas da administração pública devem se adaptar às novas realidades, a fim de garantir a eficiência da gestão pública.”


14,7 mil vagas estão abertas

Atualmente, há 14,7 mil vagas abertas no país, distribuídas entre mais de 95 seleções, com salários de até R$ 27,5 mil. Para aproveitá-las ao máximo, candidatos que estão na expectativa por uma vaga no serviço público devem cogitar a possibilidade de realizar provas fora da cidade de origem.

No Distrito Federal, o governo também estuda medidas de austeridade que reduzirão a contratação de servidores, mas a expectativa é de que o concurso da Secretaria da Criança, que oferece 86 cargos, mais 284 vagas para formação de cadastro reserva, transcorra de forma normal.

Fora do DF, há boas oportunidades no Judiciário, Executivo e Legislativo estadual, de norte a sul do país. O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) está com concurso para formação de cadastro de reserva para cargos de técnico e analista judiciário. No Rio Grande do Norte, o Ministério Público do estado está com 12 vagas para o cargo de defensor público.

Em São Paulo, o Tribunal de Contas do Estado oferece 125 vagas de nível médio para o cargo de auxiliar de fiscalização. A prefeitura paulistana abriu processo seletivo para 595 vagas, com salários de R$ 5,4 mil a R$ 13,9 mil para o cargo de auditor municipal de controle interno. Quem almeja a carreira policial pode concorrer a uma das 1.590 vagas para a Polícia Militar de Minas Gerais.

O coordenador pedagógico da VestconOnline, Alexandre Amorim, recomenda que os candidatos busquem oportunidades em outros locais. “Quem quer assumir um cargo ou emprego público não deve ficar parado. É importante cogitar todas as possibilidades e não largar os estudos. Pelo contrário. Deve intensificá-los”, afirma.

“Para reforçar as matérias e saber como as bancas examinadoras as cobram, o ideal é realizar pelo menos uma prova por semana. Concurso público é treino”, frisa Amorim. (RC)

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/selecao/2015/09/21/Selecao_Interna,499485/sete-concursos-ate-o-fim-do-ano.shtml

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