Servidores vão ao Congresso cobrar derrubada do veto


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Apesar das tentativas de rearticular o apoio de sua base parlamentar no Congresso Nacional, o governo teme a derrubada do veto presidencial ao reajuste dos servidores do Judiciário Federal. Por isso, ameaça mais uma vez boicotar a sessão desta terça-feira (22), para tentar evitar que haja quórum.

Os servidores fazem uma das mais intensas campanhas já vistas no Congresso Nacional para a aprovação de um projeto. Caravanas de praticamente todo o país se dirigem a Brasília, nesta segunda-feira (21), para novo “cerco” ao Legislativo. De ônibus, carro ou avião, servidores se deslocam de suas cidades para a capital federal.

A atividade convocada pelo Comando Nacional de Greve, instalado na federação da categoria (Fenajufe), começa a partir das 16h da terça-feira, no gramado do Congresso. Antes, das 8h às 15h, haverá no aeroporto um trabalho de convencimento dos parlamentares que chegam a Brasília.

O receio do governo com a possível derrota e a decisão de voltar a articular a derrubada da sessão estão estampados nos jornais e sites dos últimos dias. Foi capa da edição da Folha de S. Paulo, diário de maior tiragem do país, no domingo (20).

Na reportagem, que como outras adere ao discurso oficial de que o projeto é uma pauta-bomba, o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), reconheceu que o Planalto pode tentar esvaziar a sessão.

“A gente não pode fazer uma votação no Congresso se a gente não tiver a convicção do resultado em relação aos vetos”, disse o senador petista, numa estranha justificativa para o boicote às sessões do Congresso Nacional, que já ocorre há quase cinco meses, como se o Legislativo só pudesse funcionar quando o governo tivesse controle do resultado.

Há ainda dois outros vetos a projetos favoráveis aos trabalhadores que o Planalto teme ver derrubados: o que estende ao conjunto dos aposentados do INSS a política de valorização do salário mínimo e o que cria uma alternativa ao fator previdenciário.

Com isso, outras entidades sindicais e sociais devem participar da pressão para que seja instalada a sessão conjunta da Câmara e do Senado, convocada pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para a noite de terça-feira.


Pressão total

Servidores de todo o país vão somar forças com os trabalhadores do Distrito Federal em mais uma manifestação que deve movimentar o Congresso Nacional.

O assunto foi a manchete de capa do “Jornal do Senado” desta segunda (21) – que informa que o “Congresso dará palavra final sobre reajuste do Judiciário”. Será mais uma batalha pela aprovação do PLC 28, reajuste que repõe perdas salariais acumuladas ao longo de nove anos de inflação.

Não é possível prever o que acontecerá. Sabe-se que o governo Dilma jogará pesado, mas sabe-se também que ninguém nos gabinetes da capital federal apostaria todas as fichas numa vitória certa do Planalto.

Com esse quadro, a mobilização e as inconfundíveis vuvuzelas dos servidores podem fazer a diferença. Não é exagero dizer que provavelmente dezenas de milhares de servidores vão estar com os olhos voltados para o que acontecerá no Congresso nesta terça – nos atos em Brasília e nos estados ou nas redes sociais.

É perceptível entre os servidores a avaliação de que, embora difícil, é possível derrubar o veto. Mas, seja qual o for o resultado, sabe-se que a luta pelo reajuste vai prosseguir – para forçar as autoridades a abandonar a posição intransigente que vêm assumindo e negociar com os servidores.

Amparada numa espetacular unidade nacional, a categoria sabe que é a força da sua mobilização que pode assegurar a implantação do reajuste que defende.

http://www.sintrajud.org.br/conteudo/detalhe_noticia.php?cod=4164

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