Servidores reforçam marcha contra ajuste e Agenda Brasil


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Milhares de manifestantes – as avaliações oscilam entre 12 mil e 18 mil – marcharam do vão livre do Masp, na av. Paulista, em São Paulo, até a Praça da República. Ao longo de quase duas horas e meia de caminhada, trabalhadores e estudantes expuseram uma posição política diferente das expressadas nas recentes manifestações a favor ou contra o governo de Dilma Rousseff.

Nem o PT da presidente da República, nem o PSDB do senador Aécio Neves (MG) e do governador Geraldo Alckmin (SP), tampouco o PMDB de Michel Temer (SP), Renan Calheiros (AL) e Eduardo Cunha (RJ), vice-presidente da República e presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, respectivamente, escaparam das críticas de quem participou da Marcha Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras.

Realizada ao final da tarde e início da noite da sexta-feira (18), na capital paulista, reuniu representações de várias partes do país e foi convocado por mais de 50 organizações políticas, sociais e sindicais, entre elas a CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular) e o Fórum das Entidades Sindicais Nacionais dos Servidores Públicos Federais.

Em greve ou em mobilização, servidores que integram a organização unificada da campanha salarial participaram do protesto. Servidores do Judiciário Federal levaram às ruas da capital paulista a defesa da reposição das perdas salariais e da derrubada do veto da presidente Dilma ao projeto aprovado pelo Congresso, o PLC 28 – num ato que precede em quatro dias a manifestação nacional programada para acontecer em Brasília, em mais um dia decisivo para a mobilização que busca derrubar o veto.


Novo pacote

A marcha rechaçou o pacote de medidas recém-lançado pelo governo que corta recursos dos serviços públicos, suspende concursos para servidores estatutários em 2016, adia em sete meses o início do reajuste do funcionalismo proposto pelo governo e acaba com o abono permanência, concedido a servidores que, mesmo aptos a se aposentar, preferem seguir trabalhando.

O ato rejeitou o ajuste fiscal como um todo, apontado como um conjunto de medidas que transferem recursos dos trabalhadores e do estado para o capital privado. A Agenda Brasil, lançada pelo senador Renan Calheiros e encampada imediatamente pelo governo de Dilma Rousseff, também foi contestada. A “Agenda” propõe, entre outras mudanças, o fim da gratuidade universal do atendimento no Sistema Único da Saúde e mais cortes nos direitos previdenciários.

A presença da campanha salarial do funcionalismo na passeata – movimento que se confronta diretamente com o ajuste fiscal – foi marcante e expressiva. “Foi uma manifestação por uma alternativa classista dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre”, disse o professor Arley Costa, da Universidade Federal Fluminense, que se deslocou do Rio para São Paulo para participar da marcha.

http://www.sintrajud.org.br/conteudo/detalhe_noticia.php?cod=4161

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