Renan defende adiamento da sessão do Congresso para votação dos vetos


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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta terça-feira que deve ser adiada a sessão do Congresso para a votação de vetos presidenciais polêmicos, marcada para as 19h. Renan disse que o cancelamento da sessão é o mais "recomendável" neste momento do ponto de vista da responsabilidade fiscal e para não "desarrumar a economia". Ele disse que a realização da sessão hoje é o "pior" que pode ocorrer. O governo fez apelos desde ontem para o cancelamento da sessão.

— O pior que pode haver para o Brasil é realizarmos essa sessão do Congresso, potencializando o risco da desarrumação fiscal. Do ponto de vista do Congresso, o mais recomendável, cedendo ao apelo de não permitir a desarrumação fiscal, é adiar a sessão. Que façamos isso com a maior responsabilidade fiscal, que é o que o Brasil cobra de nós nesse momento. Mais do que nunca é preciso fazer um apelo à responsabilidade fiscal, não podemos aumentar o risco do Brasil. E o Congresso, a exemplo do que fez, fará o possível para que não agravemos essa situação — disse Renan, ao chegar ao Senado.

Como presidente do Senado e do Congresso, Renan disse que reunirá os líderes dos partidos para chancelar sua posição. Na véspera, o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), pediu o adiamento da sessão. Renan também se reuniu no dia anterior com a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Renan lembrou que o Congresso não se reúne há meses, justamente para não votar vetos polêmicos. O rombo dos vetos está calculado em R$ 125 bilhões em quatro anos. O maior impacto é do veto que trata do reajuste médio de 56% para servidores do Poder Judiciário, que causaria um rombo de R$ 25,7 bilhões em quatro anos.

A última sessão de votação do Congresso ocorreu dia 11 de março para votação de vetos.

— Por conta desse risco enorme da potencialização da crise, da desarrumação fiscal, não reunimos o Congresso há seis meses. E, se for necessário, passaremos mais tempo cedendo a um apelo à responsabilidade. O governo tem preocupação, mas não é o governo, é o país. Definitivamente, é chegado o momento de fazermos um apelo à responsabilidade fiscal — disse Renan.

Ao ser perguntado sobre a falta de votos na base aliada do governo para garantir a manutenção dos vetos, Renan repetiu que é preciso ter uma atitude responsável neste momento.

Ao comentar a situação da economia e a alta do dólar, Renan disse que o Congresso tem colaborado com o país.

— O Congresso tem ajudado bastante o Brasil. Ainda no ano passado reduzimos a meta de superávit, depois votamos o Orçamento apenas em março e fizemos o ajuste, votamos todas as medidas do ajuste, inclusive a reoneração, apresentamos uma agenda de reformas estruturais. Queremos ajudar. E a maior sinalização que o Congresso pode dar hoje ao Brasil é de que não quer que o Brasil aumente o seu risco, e realizar a sessão do Congresso é potencializar o risco do Brasil — disse Renan.

O presidente do Senado cobrou ainda do governo o envio das medidas do novo ajuste fiscal. Elas foram anunciadas há uma semana e ainda não chegaram ao Congresso.

— Especificamente cobramos do ministro Levy. É fundamental que o governo retome a inciativa para sinalizar claramente com relação a uma saída, ou a algumas saídas para o Brasil. Todo mundo está torcendo para isso.

Não há prazo para a realização de uma nova sessão. O presidente do Congresso pode marcar sessão quando desejar. Pelo acerto existente, está sendo marcada uma sessão por mês, às terças-feiras. Com isso, uma nova sessão apenas em outubro.

http://extra.globo.com/noticias/brasil/renan-defende-adiamento-da-sessao-do-congresso-para-votacao-dos-vetos-17569490.html

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