Judiciário: Governo manobra para evitar quórum e servidores pressionam


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Servidores de praticamente todos os estados do país estão em Brasília para pressionar deputados e senadores a derrubar o veto da presidente Dilma Rousseff ao reajuste salarial da categoria, previsto no PLC 28.

Os manifestantes estão do lado de fora e dentro do Congresso, apesar da tentativa das presidências das duas casas de impedir o acesso dos servidores – decisão judicial do Supremo Tribunal Federal obtidas pela federação nacional assegurou a entrada de representantes das delegações.

O governo manobrou de todos os modos para impedir que acontecesse a sessão do Congresso Nacional, prevista para as 11h desta quarta-feira (2). A sessão chegou a ser instalada, mas não havia quórum para votar os vetos, apenas para tratar de outras matérias.

“O governo manobrou o tempo inteiro para derrubar a sessão”, relata o servidor Rodrigo, do TRT-15 e integrante do movimento Viva Voz, que participa da caravana a Brasília.

Na véspera, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, esteve no Congresso para pressionar lideranças parlamentares a manter o veto. Voltou a dizer que o projeto contraria o “esforço fiscal” do governo e a usar dados falsos, como o de que o impacto do reajuste é de R$ 25 bilhões.

O PLC 28 também esteve presente na conversa que a presidente Dilma teve com o líder do PMDB na Câmara, LeonardoPicciani (MG), que chegou a dar declarações dizendo que os deputados do partido iriam ajudar o governo a manter o veto.

A manifestação prossegue na capital federal. Dentro do Congresso, servidores ainda pressionam os parlamentares. O veto 26, número referente ao PLC 28, é a principal matéria e assunto em pauta no legislativo. Há deputados e senadores se movimentando para cobrar do senador Renan Calheiros, presidente do Congresso, uma definição sobre a sessão e a votação dos vetos.

“Um grupo suprapartidário de senadores e deputados irá ao senador Renan Calheiros cobrar dele sobre o encerramento da sessão”, disse o servidor Saulo Arcangeli, da coordenação da Fenajufe. Segundo ele, Renan teria encerrado a sessão por ofício quando viu que daria quórum.

Do lado de fora, as vuvuzelas não calam. Os servidores, muitos deles depois de longas horas de viagem, seguem lutando para exigir o que consideram justo.

http://www.sintrajud.org.br/conteudo/detalhe_noticia.php?cod=4116

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