Greve de fiscais federais agropecuários tem adesão de 68%


No primeiro dia de greve dos fiscais federais agropecuários, 1,8 mil servidores cruzaram os braços em todo o Brasil. Embora tenham mantido 30% dos servidores em atividade, conforme prevê a legislação, eles deixaram de emitir certificados para produtos de origem animal e vegetal. A documentação, chamada Certificado Sanitário Nacional (CSN) permite que os produtos deixem as empresas para serem vendidos.

Nos portos de Santos, o maior do País, e de Suape, em Pernambuco, a adesão foi total e não foram emitidos certificados sanitários internacionais, que permitem que as mercadorias do setor agropecuário sejam embarcadas ao exterior.

“O produto fica parado no porto sem esse certificado. Já os produtos que chegam não deixam o porto porque não estão sendo feitos os despachos aduaneiros necessários para isso”, explica o diretor de comunicação da Anffa (Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários), Roberto Siqueira Filho.

Até o final da tarde desta quinta-feira, 17, o governo não havia sinalizado intenção de conversar com os grevistas, o que deve fazer com que a categoria adie a assembleia para avaliar a paralisação para a próxima segunda-feira, 21.

Assim como os demais servidores públicos, a categoria reivindica reposição das perdas salariais decorrentes da inflação, com reajuste de 27%. O governo sinalizou com um reajuste de 21% em quatro anos.

Além disso, pedem a alteração da nomenclatura do cargo, a contratação de mais servidores e a manutenção de benefícios, como abono de permanência, concedido aos servidores que seguem na ativa mesmo com condições de solicitar aposentadoria.
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