Servidores se unem em marcha nesta quinta, 27, para cobrar saída do impasse instalado no processo de negociações com governo


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O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasef) que reúne 22 entidades representativas do conjunto de servidores das três esferas se une nesta quinta-feira, 27, em torno de uma marcha a Brasília. O objetivo é cobra do governo uma saída para o impasse instalado no processo de negociações com a categoria. Nesse momento, os servidores federais esperam que o governo apresente uma proposta alternativa ao índice de 21,3% dividido em 4 anos que a maioria absoluta da categoria rejeitou. Uma das intenções do movimento é fazer com que sejam levadas em conta perdas salariais concretas, incluindo a inflação desse ano, que já está na casa dos 9% e o governo não está considerando em sua proposta para os servidores. Com diversas categorias com registro de paralisações e mobilizações em 21 estados e no Distrito Federal, a Condsef convocou para esta sexta, 28, uma plenária nacional de sua base.

Para a entidade, o governo está fazendo uso da mesma tática adotada no processo de negociações de 2012, mantendo um cenário incerto para o processo até o limite do prazo para envio de propostas ao Congresso Nacional. Este prazo, pela lei orçamentária, se esgota no próximo dia 31 de agosto. O descontentamento com esses impasses no processo de negociação estão fazendo crescer as mobilizações em todo o Brasil. Resultados de assembleias promovidas nos estados apontam que movimento vai continuar aumentando ao longo dessa semana. Unidos aos servidores do Judiciário, INSS, professores e técnicos das Universidades, somam forças ao movimento de pressão dos servidores por um fim aos impasses instalados na mesa de negociações no Ministério do Planejamento servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Incra, Saúde Indígena, Funasa, INPI, Agricultura, Funai, Ibama, Iphan, Instituto Evandro Chagas, administrativos fazendários, da AGU e também da PRF, Sesai, Dnocs, Ipen e outros em todas as regiões do País.

Para pressionar o governo e alterar o cenário que empurra esse índice de 21,3% em 4 anos que não trás qualquer garantia de reposição de perdas já acumuladas pela categoria, diversas categorias seguem em processo de paralisação e mobilização em todo o Brasil. Com o processo de negociações cada vez mais comprometido também pelos prazos legais a ofensiva de mobilização em todo o Brasil deve ser máxima essa semana. A Condsef segue recomendando aos servidores de sua base que reforcem as mobilizações nos estados, ampliem os movimentos de paralisação em seus locais de trabalho. Sem luta dificilmente serão alcançados os avanços esperados. Historicamente a consolidação de conquistas e manutenção de direitos é feita com muita resistência e não será diferente agora. A pressão deve ser permanente e é fundamental nesse momento.

http://condsef.org.br/inicial/7036-2015-08-25-21-11-32

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