Servidores Federais voltam às ruas em Brasília para pressionar por negociação


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A greve dos Servidores Públicos Federais recebeu ampla adesão de novas categorias à paralisação por tempo indeterminado e mantêm forte a pauta que confronta o governo federal e exige negociações efetivas em torno da pauta unificada dos SPFs e contra a proposta de reajuste parcelado em quatro anos.

Para intensificar a mobilização, o Fórum das Entidades Nacionais dos SPFs convocou os servidores federais para ampla participação na Marcha à Brasília que aconteceu ontem, dia 5, e está acontecendo hoje, 6 de agosto. A definição desta ação unificada se deu em reunião do Fórum realizado em julho, com a presença da maioria das entidades nacionais representativas das diversas categorias do funcionalismo federal. O calendário foi reforçado durante a última Plenária Sindical e Popular do Espaço de Unidade de Ação, que aconteceu no dia 30/7, em São Paulo.

O movimento do funcionalismo público rejeita a proposta de reajuste de 21,3%, parcelado em quatro anos e cobram do governo federal efetividade nas negociações das pautas especificas, sem que estas estejam condicionadas ao aceite da proposta de reajuste parcelado; melhoraria nos reajustes dos benefícios, com isonomia dos benefícios entre os servidores dos três poderes; negociação efetiva em relação a política de negociação salarial permanente e data base; e a reafirmação, na mesa de negociação, da pauta aprovada no início do ano pelo Fórum, em reunião ampliada da campanha salarial 2015.

Nesta quinta-feira (6), servidores públicos federais de todo o país devem ocupar as ruas da Esplanada dos Ministérios da Capital Federal, em mais uma marcha à Brasília (DF). A manifestação tem por objetivo mostrar ao governo federal a disponibilidade de luta das diversas categorias do funcionalismo federal, e também cobrar a retomada das negociações em torno da pauta unificada apresentada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais. A Marcha irá percorrer a Esplanada partindo da Catedral de Brasília, rumo ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (bloco K), com concentração a partir das 9h.

“Nós entendemos que o governo precisa responder à nossa negativa à proposta de reajuste parcelado, que foi apresentada pelo Planejamento. O Mpog disse que até o final de julho daria um retorno, o que não ocorreu. O Fórum dos SPF entende que a negativa em chamar uma reunião sobre a pauta unificada é que Planejamento se furta em negociar conosco coletivamente, e aposta nas mesas setoriais para dividir o movimento”, explica Valdeci Fontoura dos Santos, representante do Comando Nacional de Greve (CNG) do ANDES-SN, que participou da última reunião do Fórum dos SPF, na segunda (3).

Fontoura dos Santos ressalta que, entretanto, o movimento está muito coeso.“Isso ficou comprovado na última Reunião dos SPF. Nós queremos negociar juntos a pauta unificada, que foi tirada coletivamente, e protocolada desde o início do ano junto ao governo”, afirmou.

O docente destaca ainda que o movimento paredista, tanto dos professores federais quanto dos demais servidores federais, é forte e crescente. “O nosso chamado é de que as bases venham para Brasília no dia da marcha [6], que venham somar conosco e mostrar que a disposição de luta permanece. Nós solicitamos uma audiência junto ao Mpog em nome do Fórum dos SPF, e esperamos que o Planejamento nos chame para discutir, negociar e apresente uma outra proposta, além de responder aos demais itens da pauta”, finalizou.


Greve

Docentes e técnicos da Educação Federal, representados pelo ANDES-SN, Fasubra e Sinasefe estão em greve, junto com servidores do Judiciário, base da Fenajufe, da Saúde e Previdência Social (Fenasps), trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz e a base da Condsef.


Mobilização dos docentes

Além de organizar caravanas nos estados para a Marcha à Brasília, durante os próximos dias os docentes federais deverão intensificar a mobilização também pela negociação da pauta específica da categoria, junto ao Ministério da Educação. Para os dias 5 e 6, está marcada uma “Chuva de e-mails” ao ministro da educação (gabinetedoministro@mec.gov.br) pelo atendimento das reivindicações dos docentes, e também a divulgação massiva, nas redes socais das charges com o Ministro da Educação postadas no Facebook do ANDES-SN, com as hashtags #dialogajanine# e/ou #falasériojanine#.

Já na quinta-feira (6), os Comandos Locais de Greve deverão organizar ato, em unidade com estudantes e técnico-administrativos, “ABRE AS CONTAS REITOR (a)” nos prédios das reitorias, com objetivo de: a) cobrar dos reitores resposta a pauta local; b) exigir dados sobre as vagas docentes disponíveis e os impactos no funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão; c) intensificar a cobrança dos impactos dos cortes de verbas de custeio e capital e posicionamento dos reitores e conselhos universitários sobre esses cortes em cada IFE.


Estudo de contraproposta

Na reunião do Fórum, foi apresentado um estudo de contraproposta apenas para o ponto da pauta que se refere ao índice de reajuste salarial reivindicado para ser avaliado pelas entidades que fazem parte do Fórum dos SPF.

O estudo aponta uma contraproposta de índice de reajuste linear de 19,7%, em uma única parcela para 2016. O cálculo feito levou em consideração a inflação acumulada desde 1º de julho de 2010 até junho de 2015 (data do último índice de inflação real), descontando o reajuste de 15,8% concedido no acordo de 2012, em três parcelas, para algumas entidades dos SPFs.

A proposta original do Fórum dos SPFs, em relação ao índice linear de 27,3%, levou em consideração a inflação acumulada desde 1º de julho de 2010 (data da vigência da última parcela do reajuste trienal concedido em 2008 para algumas categorias) até janeiro de 2015, agregando ainda a projeção de inflação até dezembro de 2016 e ainda 2% de aumento real, em uma parcela única para 2016, descontando o reajuste de 15,8% concedido no acordo de 2012, em três parcelas, para algumas entidades.

http://www.sintrajud.org.br/conteudo/detalhe_noticia.php?cod=3996

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