Maioria dos servidores do Executivo rediscute em plenária nacional proposta já rejeitada e reapresentada pelo governo


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Representantes de 80% dos servidores do Executivo Federal de todo o Brasil participam nesta sexta-feira, 28, de plenária nacional da Condsef que acontece em Brasília. A entidade que registra paralisações de atividades em 21 estados e no Distrito Federal de uma série de categorias coloca em discussão a proposta reapresentada ontem no final do dia pela Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) do Ministério do Planejamento (veja aqui). A proposta não trouxe qualquer novidade e manteve o índice de 21,3% dividido em 4 anos, já rejeitado pela maioria absoluta dos servidores. Além de rediscutir a proposta reapresentada, a plenária deve apontar rumos e diretrizes para o processo de mobilizações já em curso.

Entre os itens que também já haviam sido apresentados pela SRT estão: reajuste em benefícios como auxílio-alimentação, assistência à saúde e pré-escolar e mudanças na média dos pontos da gratificação de desempenho para fins de aposentadoria que sofreriam alterações também ao longo de 4 anos. Os servidores já aposentados seriam contemplados com as alterações das regras. E para que sejam encaminhados, todos os itens da pauta devem ser considerados. Ou seja, para garantir um é preciso aceitar o outro.

Nesta quinta, somando esforços na tentativa de tirar o processo de negociações do impasse que se instalou, milhares de servidores participaram de ato em frente ao Planejamento. Representantes da categoria conseguiram reunião com o secretário da SRT, Sérgio Mendonça, e sua equipe. Na reunião as entidades reforçaram a necessidade de atender a pauta unificada do serviço público. Uma reunião com o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasef) ficou agendada para a próxima segunda, 31, às 10 horas. A reunião de hoje teve que acontecer na sede do Dnit, pois em protesto pelo tratamento considerado de descaso, servidores ocuparam as entradas e saídas de acesso ao Planejamento.

Além dos servidores do Judiciário, INSS, professores e técnicos das Universidades, somam forças ao movimento de pressão dos servidores por um fim aos impasses instalados na mesa de negociações servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Incra, Saúde Indígena, Funasa, INPI, Agricultura, Funai, Ibama, Cultura, Instituto Evandro Chagas, administrativos fazendários, da AGU e também da PRF, Sesai, Dnocs, Ipen e outros.

Até agora o governo tem ignorado os apelos que pediam para que fossem consideradas as perdas inflacionárias já acumuladas pelos trabalhadores do setor público. Incluindo a inflação deste ano que já supera os 9% e não está sendo considerada na proposta reapresentada. A Condsef segue defendendo a ampliação da pressão para alterar esse cenário que empurra índice de 21,3% em 4 anos e que não trás qualquer garantia de reposição de perdas já acumuladas pela categoria. Para isso, o processo de paralisação e mobilização em todo o Brasil precisa se intensificar. Sem luta dificilmente serão alcançados os avanços esperados. Historicamente a consolidação de conquistas e manutenção de direitos é feita com muita resistência e não será diferente agora. A pressão deve ser permanente e é fundamental nesse momento.

http://condsef.org.br/inicial/7040-2015-08-27-21-35-28

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