Grevistas ocupam prédios do INSS no Rio, em São Paulo e no Distrito Federal


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A paralisação dos servidores do INSS atingiu o ápice ontem, após 50 dias, com a invasão e a ocupação das sedes do instituto em Brasília, São Paulo e no Rio de Janeiro. No Distrito Federal, a polícia militar e o Batalhão de Choque foram chamados para cercar o Bloco O do setor de autarquias. Trabalhadores do prédio foram impedidos de sair e entrar do local. No Rio, as primeiras horas de ocupação na gerência executivas foram ordeiras e não houve imprevistos.

A manifestação dos servidores nas capitais e no Distrito Federal fez com que o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, chamasse o comando nacional de greve da Fenasps (federação da categoria) para uma reunião no início da noite de ontem. Até o fechamento desta edição, não havia resultado do encontro. A expectativa era de que Gabas fosse apresentar uma contraproposta do reajuste salarial.

Para receber o comando nacional de greve, Gabas pediu para que os servidores desocupassem todos os três prédios do INSS. Mas os sindicalistas negociaram a saída somente da sede e a permanência da ocupação no Rio de Janeiro e em São Paulo, como garantia de que a reunião fosse feita com o titular da pasta.


Corte de ponto

Os servidores também estão contrários aos cortes de ponto implementados nos contracheques deste mês. Os documentos começaram a ser checados ontem, o que acirrou ainda mais o ânimo dos grevistas. A determinação foi do Ministério do Planejamento. Todas as gerências tiveram que cumprir a ordem, sob risco de sofrer penalização.


27% de aumento

Os servidores do INSS, assim como os demais federais, exigem reajuste de 27%, incorporação de 100% da Gdass (gratificação por desempenho), concurso público, carga de 30 horas semanais para todos os servidores do instituto e melhoria das condições de trabalho e de atendimento aos segurados do INSS. O governo ofereceu 21,3% em quatro anos.


Resposta do governo

Segundo Rolando Medeiros, do Sindsprev-RJ, a radicalização é resposta à falta de posição oficial sobre os pleitos da classe. “A direção central do INSS pressionou gestores a cortarem o ponto dos servidores em greve. Queremos a reversão dos cortes e que o governo cumpra a promessa de apresentar uma resposta.”


Proposta repetida

Os servidores querem manter a ocupação ou ações de pressão contra o governo, até que a União mude a proposta inicial. Na reunião de ontem à noite com a Fenasps, o INSS voltou a apresentar os mesmos 21,3%. Quem ocupava os prédios ficou revoltado, pois esse índice já foi amplamente rejeitado nas assembleias.


Balanço no país

De acordo com o Sindsprev-RJ, após 50 dias, a greve do servidores do INSS tem adesão de 26 estados, incluindo o Rio de Janeiro, e a paralisação de mais de 1.100 agências de atendimento em todo o país.Alguns atendimentos estão sendo adiados pelos segurados por meio da central de atendimento 135.


60% do efetivo

Há duas semanas, decisão liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que as entidades representativas do Seguro Social mantivessem 60% dos servidores trabalhando enquanto durar a greve. O INSS deixou de divulgar o balanço sobre a adesão dos funcionários no último dia 12.


Decisão

A ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedido da União para determinar a volta ao trabalho de parte dos servidores da Justiça Eleitoral, em greve desde 9 de junho. A União queria impor multa diária de R$ 500 mil a cada um dos sindicatos.

http://blogs.odia.ig.com.br/coluna-do-servidor/2015/08/26/grevistas-ocupam-predios-do-inss-no-rio-em-sao-paulo-e-no-distrito-federal/

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