Servidores do Judiciário e MPU fazem 'buzinaço' em frente ao Planalto


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Servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União fizeram um "buzinaço" na tarde desta quinta-feira (16) em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, em ato pela sanção de projeto que prevê o reajuste de até 78% nos salários. A proposta foi aprovada pelo Senado no último dia 30 e aguarda decisão da presidente Dilma.

Segundo a Policia Militar, cerca de 2,5 mil pessoas se reuniram na Praça dos Três Poderes por volta de 15h. A PM fechou todas as faixas da Esplanada dos Ministérios nos dois sentidos, na altura do Congresso Nacional.

Um desvio foi feito na altura da Alameda dos Estados. Depois de fazer buzinaço em frente ao Planalto, os manifestantes se deslocaram para a altura da cúpula do Senado.

"Sanciona Dilma! Afinal de contas, foi 62 a 0 no Legislativo a favor porque, realmente, não tem como. São dez anos da classe sendo sucateada. Fora a humilhação. A gente está passando dificuldade mesmo", disse o servidor do TRT André Cubas, que compareceu ao ato fantasiado de guerreiro medieval.

"O ato hoje é pra tentar mostrar tanto para a população quanto para os nossos chefes de poder que a situação do Judiciário hoje é de sucateamento e está precária. A gente sabe que a população está contra, considerando os percentuais altos, mas eles não são uma realidade. Os percentuais na verdade são em uma média de 58%, que vão ser parcelados em três vezes e de uma recomposição de uma carreira que está sem reposição salarial desde 2006", disse a servidora do TJ Camila Barros.

“A gente pede ajuda, inclusive, da população em relação a isso, porque não pode um processo demorar mais de dez anos na Justiça. E se hoje demora é porque não tem servidor. Nós estamos tendo níveis de terceirizados dentro do Judiciário, que está aumentando, de estagiários, que estão aumentando para tentar suprir essa falta de servidor”, afirmou.

A categoria está em greve desde o último dia 9. Os trabalhadores atuam em lugares como o Tribunal de Justiça do DF, Superior Tribunal Militar e Tribunal Superior Eleitoral. O grupo afirma que pretende continuar a paralisação até que a presidente Dilma sinalize que vai atender o pedido dos servidores.

Segundo a diretora do Sindjus-DF, Elcimara Souza, a greve do Judiciário teve início para pedir a aprovação do PLC 28, que prevê a recomposição das perdas inflacionárias desde 2006, data do último reajuste da categoria. Ela afirma que a paralisação atinge todos os setores e que causa grande impacto nas áreas de segurança, oficiais de justiça e tecnologia da informação.


Tramitação

No mês passado, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, para oferecer aos servidores do Judiciário o mesmo aumento salarial proposto aos funcionários do Executivo – reajuste de 21,3% para toda a categoria, parcelado em quatro anos.

O percentual seria dividido entre 2016 e 2019, sendo 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018, 4,5% em 2019. Segundo Nelson Barbosa, o reajuste foi calculado com base na inflação estimada para o período.

No dia 30, o Senado aprovou por 62 votos a zero o projeto de lei que concede reajuste salarial escalonado para servidores do Judiciário. O texto prevê que o aumento – entre 53% a 78,56% – será concedido de acordo com a função exercida por cada servidor.

Se sancionado pela presidente Dilma, o aumento será escalonado, em seis parcelas, de julho de 2015 até dezembro de 2017. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão estima que o aumento custará R$ 25,7 bilhões nos próximos quatro anos. O impacto será de R$ 1,5 bilhão, em 2015; em R$ 5,3 bilhões, em 2016; R$ 8,4 bilhões, em 2017; e R$ 10,5 bilhões, em 2018.

Segundo Elcimara, o número do ministério não corresponde à realidade. "A implementação integral do plano totalizará o valor de R$ 10,5 bilhões", diz.

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/07/servidores-do-judiciario-e-mpu-fazem-buzinaco-em-frente-ao-planalto.html

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