Reajuste para o Judiciário é uma injustiça contra os servidores federais, diz líder do governo


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O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães, disse que não é possível aprovar o reajuste parcelado do Judiciário em até 78% num momento de crise:

“Aprovar o aumento do Judiciário nos termos que foi aprovado pelo Senado é até uma injustiça contra os servidores públicos federais da União. Por que esse privilégio? A partir dessa contenda, você vem ao Ministério Público os servidores em geral. Portanto, nós vamos, rapidamente, ampliar o diálogo com o Judiciário. O governo está discutindo, no fórum nacional dos servidores públicos, qual o reajuste possível num momento em que a economia enfrenta a dificuldade que enfrenta. Nada que comprometa o equilíbrio das contas.

O deputado José Guimarães também comentou a Medida Provisória do Futebol, que vai a votação nesta terça-feira (7). Ele afirmou que, para o governo, há três questões fundamentais e que apoia o texto do relator, deputado Otávio Leite, do PSDB fluminense:

“Para o governo, tem três questões que são fundamentais para a MP 671. O primeiro é o prazo da renegociação do Refis. O governo já foi longe demais, nos 240 meses. Segundo, a questão da taxa de reajuste, Selic. Isso é fundamental manter. Terceiro, o governo quer ajudar o futebol brasileiro a ter uma gestão transparente, equilibrada. Vamos ver se a gente avança nesse sentido.”

Referindo-se à pesquisa da OAB que apontou a rejeição de 75% dos brasileiros ao financiamento empresarial de campanhas políticas, o líder do governo defendeu que, para ser equilibrado, o Parlamento deveria ouvir, também, nesse caso, o clamor da sociedade:

“Ouvi muito isso na discussão da maioridade penal. Os mais fortes discursos foram ‘a sociedade quer! Vamos estar em sintonia com o Brasil! 80% quer a redução!’ Eu ouvi muito isso. Eu espero que aqueles que tanto falaram da sociedade brasileira, que eles escutem o clamor da sociedade que, agora, não quer o financiamento empresarial nas campanhas.”

O deputado José Guimarães criticou, ainda, os que pregam a saída da presidente Dilma Rousseff antes do término do mandato.

“Querem governar o Brasil? Ganhe primeiro a eleição! A democracia tem regras. Qualquer coisa fora disso é uma ameaça ao estado democrático de Direito. As instituições existem para serem respeitadas, principalmente a soberania popular. Nós temos toda a legitimidade – porque ela foi adquirida pelo voto soberano das urnas – de continuar governando o Brasil.”

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/COM-A-PALAVRA/491789-REAJUSTE-PARA-O-JUDICIARIO-E-UMA-INJUSTICA-CONTRA-OS-SERVIDORES-FEDERAIS,-DIZ-LIDER-DO-GOVERNO.html

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