Notícia do veto revolta categoria em mobilização histórica


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A notícia de que a presidente Dilma Rousseff, do PT, vetou o projeto salarial do Judiciário Federal revoltou milhares servidores de norte a sul do país, na noite de um dos dias mais marcantes na história das mobilizações da categoria.

Em Brasília, foram oito horas seguidas de manifestação com vigília, bloqueio de via e muito barulho em frente ao Palácio do Planalto. Atos também aconteceram em quase todos os estados, nesta terça-feira (21). Pelas redes sociais, outros milhares de servidores acompanharam os protestos e as notícias ao longo de todo o dia.

A categoria soube da notícia pelas redes sociais com base no que foi divulgado pela mídia comercial [TVs, sites e rádios, que noticiaram com destaque o veto]. O jornal “Valor Econômico” confirmou o veto, mas ressaltou que o Supremo não informou se ele era total ou parcial.

O veto foi recebido com indignação pela categoria, mas não chegou a surpreender, já que o governo vinha sinalizando que faria isso. Os próximos passos da mobilização dos servidores, que fazem uma das mais fortes greves nacionais de sua história, serão definidos nas assembleias gerais. As orientações serão discutidas nesta quarta-feira, dia 22, na reunião do Comando Nacional de Greve, mas a greve deve continuar pela derrubada do veto.

Em São Paulo, a categoria faz Assembleia Geral na quinta-feira, 23.


Barulho em Brasília

Cerca de cinco mil servidores foram ao protesto na capital federal, que mudou a rotina do Palácio do Planalto e da própria Dilma. Em frente à sede do governo fizeram muito barulho com cornetas, apitos e vuvuzelas. Em torno de mil persistiram em vigília em frente ao Planalto até às 22 horas.

A maioria dos que participaram da manifestação é do Distrito Federal, mas a presença de representações de todas as regiões e de quase todos os estados do país foi expressiva. Há informações de que Dilma deixou o Palácio do Planalto e foi despachar de sua casa, no Palácio Alvorada, para fugir do barulho.

É possível que o veto tenha sido um dos mais difíceis dos quatro anos e meio do governo Dilma, decorrência do resultado da luta e da mobilização dos servidores, que deve continuar e que contrasta com o silêncio e forte aparência de cumplicidade do Supremo.

http://www.sintrajud.org.br/conteudo/detalhe_noticia.php?cod=3929

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