Lewandowski se volta contra servidores


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Poucos dias após a presidente Dilma Rousseff (PT) fazer duras críticas ao projeto salarial do Judiciário Federal assinado pelo ministro Ricardo Lewandowski, o Supremo Tribunal Federal comunicou à Fenajufe que não negociará com o governo e que não receberá mais as representações sindicais dos servidores.

Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira, 15, os dirigentes da Fenajufe cobraram do diretor-geral do STF, Amarildo Vieira, a defesa do PLC 28/2015, projeto que repõe perdas salariais de nove anos dos servidores, enviado ao Congresso Nacional pelo ministro Lewandowski. Foram surpreendidos, porém, com a informação repassada pelo diretor-geral de que o presidente do STF não receberia mais a Fenajufe e que nada mais foi feito com relação ao projeto após o dia 30 de junho, sob o pretexto de que a categoria teria "atropelado a atuação" do ministro ao pressionar pela aprovação do PLC 28/15, de autoria do próprio Lewandowski.

Amarildo disse ainda que o ministro Lewandowski estava irritado com supostos ataques que vêm sofrendo por parte dos servidores, que considera desrespeitosos. No entanto, o Supremo não tocou no fato de que em nenhum momento buscou articular sua "atuação" com a Fenajufe, que até agora permanece um mistério; tampouco ficou explicado qual o "atropelo" ao ministro, quando a categoria pressionou em favor de um projeto assinado por ele próprio.

Os dirigentes sindicais voltaram a cobrar uma resposta firme do Supremo ao que foi apontado como, esse sim, um desrespeito por parte do governo Dilma com o Poder Judiciário e o seu chefe máximo. Amarildo disse que o STF não fará mais nada até a data-limite para a sanção ou o veto, dia 21 de julho, e que depois disso avaliará o que será feito. A postura servil anunciada pelo STF às vésperas do prazo definitivo para o projeto, após longa batalha empenhada pela categoria, deixa claro o colaboracionismo do Supremo com a linha de ataques à categoria empregada pelo governo Dilma.

O Supremo se volta contra seus próprios servidores poucos dias após o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e a própria presidente da República, Dilma Rousseff, darem declarações contrárias ao projeto com base em dados falsos e que apontam o STF e Lewandowski como autores de uma proposta irresponsável do ponto de vista da lei fiscal e que patrocina uma farra com dinheiro público que não existe. O Supremo não fez um pronunciamento sequer para esclarecer o conteúdo do PLC 28/2015 e desmontar os números manipulados divulgados à exaustão pela mídia com base nas declarações do Palácio do Planalto.

"Com o anúncio do 'voto de silêncio' do Supremo e a notícia de que Lewandowski se nega a receber a representação da categoria, fica ainda mais evidente que a tão falada proposta de acordo existia apenas para enrolar a categoria, que acertou ao cobrar a aprovação do PLC 28.", avalia o diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida. "Lewandowski só demonstra que prefere colaborar e servir ao governo Dilma a atuar como chefe de Poder, ao se dizer 'atropelado' por seu próprio projeto. A greve e a pressão precisam se intensificar", reforça.

Também diretor do Sintrajufe/RS, Cristiano Moreira lembra que é a força da categoria que pode derrubar essas barreiras: "Aparentemente, a reunião havida em Portugal entre Dilma e Lewandowski não serviu para o STF cobrar o aval do governo ao projeto, mas para o governo cobrar do STF o compromisso com o veto. A categoria conquistou a aprovação do PLC 28 sem a ajuda do STF, e agora vai ter que conquistar a reposição salarial apesar dessa postura subserviente", aponta.

Fagner Azeredo, também diretor do Sintrajufe/RS, reforça a necessidade de seguir a luta: "Dilma e Lewandowski andam de mãos dadas para desrespeitar nossa categoria, atuando em conjunto para nos atacar. Só nossa luta poderá vencer nossos algozes, nenhuma confiança em Dilma e no STF".

http://site39603.hospedagemdesites.ws/site/noticias.php?id=12245#.VafO-r65e1s

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