Federais negociam nesta 2ª com governo e vão cobrar resposta


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Os servidores públicos federais vão exigir do governo, nesta segunda-feira (20), respostas à rejeição da categoria à contraproposta de reajuste salarial e aos demais pontos da pauta de reivindicações, que inclui aumento nos valores dos benefícios, fixação da data-base em maio, incorporação das gratificações e paridade entre ativos e aposentados, entre outros.

A reunião entre as entidades sindicais nacionais do funcionalismo, que integram o Fórum dos Federais, e o Ministério do Planejamento ocorre nesta segunda, a partir das 16 horas, em Brasília – 13 dias após a rodada de negociação anterior. Naquele encontro, o secretário de Relações do Trabalho da pasta, Sérgio Mendonça, disse que levaria ao ministro Nelson Barbosa (Planejamento) e à própria presidente Dilma Rousseff (PT) a decisão dos servidores de rejeitar a contraproposta salarial apresentada pelo governo, com base em acordo plurianual.

Os servidores disseram ao secretário designado para coordenar as negociações que querem discutir tendo como referências acordo anual e patamar de reposição bem superior aos 5,5% oferecidos para janeiro de 2016. Eles mantiveram a defesa do reajuste de 27,3%, que repõe perdas passadas, e voltaram a cobrar respostas para os demais pontos da pauta de reivindicações.

O governo havia apresentado na reunião anterior uma proposta que fixa previamente percentuais como parâmetros de quatro parcelas anuais de reajuste, de janeiro de 2016 a janeiro de 2019 (5,5%, 5%, 4,75% e 4,5%, totalizando 21,3% daqui a quatro anos).

Igual proposta foi levada ao Poder Judiciário Federal e ao MPU. Assembleias e plenárias do funcionalismo foram unânimes em rejeitá-la. Em termos salariais, a principal crítica é que a contraproposta ignora perdas inflacionárias passadas e não cobre sequer as futuras. Só para 2015 a previsão atualizada, segundo economistas, já é de uma inflação próxima a 10%. Não houve respostas para os demais itens de pauta e nem avanços nas questões específicas de cada setor.

O secretário do Planejamento insistiu, naquela reunião, na busca de um acordo com base na proposta plurianual, mas não descartou a possibilidade de o governo recuar com relação a isso ou flexibilizá-la. Essa flexibilização seria por meio de possíveis cláusulas que permitam a revisão dos índices, a depender da inflação.

Disse ainda que, ao contrário do que se entendeu no encontro anterior, eventual definição sobre aumento de benefícios ou outros itens da pauta não está condicionada à concordância com relação ao reajuste salarial. Não deixou claro, porém, se o governo levaria para a mesa de negociação desta segunda respostas a esses pontos.

A reunião ocorrerá no início de uma semana que deve ser marcada por protestos em Brasília e nos estados da greve dos servidores do Judiciário Federal, que pressionam a presidente Dilma a sancionar o projeto salarial da categoria (PLC 28). Os servidores do MPU, que lutam pela aprovação do PLC 41 no Senado, também devem participar. A semana terá ainda manifestações conjuntas do funcionalismo, que promove nesta quarta-feira (22) a primeira marcha unificada à capital federal desde o início da campanha salarial.

http://www.sintrajud.org.br/conteudo/detalhe_noticia.php?cod=3916

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