Federais esperam que próxima reunião com SRT traga proposta alternativa para avaliação da categoria


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A Condsef participou nesta terça-feira de reunião do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasef) onde foram debatidos os principais temas que serão levados para reunião na Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) do Ministério do Planejamento, prevista para a próxima terça, 21. O fórum vai cobrar do governo uma proposta alternativa ao reajuste de 21,3% - dividido em 4 anos - que foi apresentado e rejeitado pela maioria absoluta dos servidores federais. Na última reunião com a categoria, o secretário da SRT, Sérgio Mendonça, disse que o governo está aberto a debater outras pautas urgentes para os servidores e que há possibilidade de debater a redução do prazo de 4 anos. No entanto, acrescentou que a margem para flexibilizar os percentuais de reajuste já apresentados é mínima.

Para o Fonasef, é importante que o governo apresente propostas que envolvam outros pontos da pauta geral da campanha salarial, incluindo reajuste em benefícios, cumprimento de acordos e protocolos de intenções firmados, entre outros. Também na reunião do dia 21, as entidades voltam a cobrar reuniões para tratar pautas setoriais que envolvem demandas específicas das diversas categorias que compõem a administração pública. Após essa reunião, o fórum também vai solicitar um prazo de até sete dias ao governo para mais uma rodada de debates e assembleias com os servidores em todo o Brasil para saber o novo posicionamento em relação ao cenário de negociações.


Marcha e indicativo de greve

No dia 22, quando está apontado um indicativo de greve geral no setor público, o Fonasef se une para promover uma grande marcha dos federais em Brasília. Até o momento, a previsão é de que pelo menos 3 mil servidores participem da atividade com caravanas de todo o Brasil. Em outros cidades também haverá mobilização e atos por avanços nos processos de negociação com o governo. As entidades também estão enviando ofício com pedido de audiência direcionado ao ministro Miguel Rossetto da Secretaria-Geral da Presidência da República. O objetivo é solicitar a intervenção e auxílio do ministro nos diálogos para garantir atendimento das demandas mais urgentes apresentadas pelos federais.

Além de continuar contando com a apresentação de propostas concretas para outras pautas urgentes apresentadas, a categoria espera que nesse processo o governo leve em consideração também o índice de inflação apontado para este ano e que já gira em torno de 9%. A preocupação é que a categoria não continue amargando perdas salariais que já foram sentidas no último reajuste de 15,8% concedido ao longo de três anos (2013-2014-2015). Esse percentual, inclusive, já foi descontado pela categoria quando solicitou reajuste de 27,3% para 2016 para repor perdas acumuladas nos últimos anos, com 2% de ganho real.

O debate entre os servidores e também a unidade da categoria serão fundamentais nesse momento. É fundamental garantir o reforço na luta em defesa de avanços e pelo atendimento das demandas mais urgentes dos federais. Somente a unidade e uma pressão intensa serão capazes de garantir avanços esperados pela maioria. É preciso que a categoria esteja pronta para dar uma resposta efetiva ao governo de que não será aceita a imposição da culpa pela crise que não foi criada pelos servidores.

http://condsef.org.br/inicial/6945-2015-07-14-22-27-48

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