Federais dirão ao governo que contraproposta foi rejeitada


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As entidades sindicais nacionais do funcionalismo público federal vão dizer ao governo que não aceitam a contraproposta salarial apresentada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão à categoria no final de junho. Os representantes sindicais devem afirmar ainda que querem respostas para o conjunto da pauta de reivindicações, o que até agora o governo não fez.

As entidades que integram o Fórum dos Federais, que vem organizando as ações conjuntas da campanha salarial, reúnem-se com o secretário de Relações do Trabalho da pasta na terça-feira (7), a partir das 14h, em Brasília.

A negociação deverá ser acompanhada por manifestantes que se deslocaram para a capital federal para participar da Marcha em Defesa da Educação Pública e por servidores de outros setores dos serviços públicos, também convocados a reforçar o protesto desta terça.


Indicativos de greve

A resposta do governo à reivindicação de 27% de reajuste feita pelos servidores consiste na fixação prévia de índices de reajuste para os próximos quatro anos, totalizando 21,3%, assim divididos: 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019.

Esses números seriam referentes aos percentuais de recursos disponíveis para o reajuste em relação ao custo total da folha de pagamento de cada setor. A forma como o governo pretende que sejam aplicados não foi apresentada. É o mesmo teor do que o governo Dilma tentou ‘acordar’ com o STF com relação ao projeto salarial do Judiciário.

Essa contraproposta foi rechaçada na reunião nacional do funcionalismo realizada em Brasília no dia 28 de junho, convocada pelo Fórum dos Federais. “Havia um clima de revolta com a proposta do governo e também por não apresentar avanço em nenhum dos demais itens da pauta”, relatou Saulo Arcangeli, da coordenação da Fenajufe. “A avaliação é de que é necessário que todos estejam em greve em julho”, disse.

Algo semelhante ocorreu nas recentes plenárias nacionais realizadas por servidores de diversos setores do funcionalismo, que ratificaram a rejeição à proposta. Na saúde e previdência, os trabalhadores representados pela Fenasps aprovaram greve a partir do dia 7 de julho. Nas escolas federais, a plenária do Sinasefe decidiu pela paralisação a partir do dia 13 próximo. Já os servidores de ministérios e autarquias organizados sindicalmente na Condsef apontaram indicativo de greve para 22 de julho, que será debatido em assembleias nos estados.


Plurianual

Na negociação desta terça, os servidores também vão dizer ao governo que não querem firmar um acordo plurianual em termos de reajuste salarial. Defendem uma proposta de preferência restrita ao ano que vem.

Um dos problemas apontados no que o governo oferece, além do fato de a proposta não cobrir sequer a inflação prevista para o período, é a tentativa de formatar um índice artificial ao somar reajustes anuais – e depois usar o acordo para se negar a negociar com a categoria nos próximos anos.

Isso ocorreu com as três parcelas de reajuste definidas na greve de 2012. “O posicionamento de todas as entidades contra o acordo plurianual é uma novidade dessa campanha”, disse Paulo Rizzo, presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições Federais de Ensino Superior, segundo a Agência Andes-SN.

A reunião nacional dos servidores reafirmou a campanha salarial conjunta, aprovou apoio a todos os setores em greve – Judiciário Federal/MPU, docentes e técnicos das universidades –, indicou paralisações nacionais no dia 7 de julho, para pressionar pelo avanço nas negociações e apontou a construção da greve de todo o serviço público para esse mês.

Propôs ainda a construção de uma marcha nacional de todo o funcionalismo federal para a segunda quinzena de julho, além da instalação de um comando unificado da greve.

http://www.sintrajud.org.br/conteudo/detalhe_noticia.php?cod=3876

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