Eduardo Cunha diz defender solução negociada para reajuste do Judiciário


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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta terça-feira (21) que derrubar eventual veto da presidente Dilma Rousseff ao reajuste de servidores do Judiciário “não resolve o problema” e defendeu uma solução negociada que não prejudique as contas públicas.

Nesta terça-feira (21), Dilma decidirá se veta ou não o aumento salarial. Servidores pressionam com manifestações, mas o ministro Nelson Barbosa (Planejamento) já disse que o aumento é "incompatível", e a tendência é que seja vetado.

Em 30 de junho, o Senado aprovou reajuste que varia de 53% a 78,5%, de acordo com o cargo, a ser pago em seis parcelas até 2017. O governo se posicionou contra o projeto porque, segundo o Ministério do Planejamento, os percentuais representariam aumento de R$ 25,7 bilhões nos gastos nos próximos quatro anos. O impacto será de R$ 1,5 bilhão, em 2015; em R$ 5,3 bilhões, em 2016; R$ 8,4 bilhões, em 2017; e R$ 10,5 bilhões, em 2018.

Acho que, se o governo não está em condições de conceder esse aumento, não é derrubar o veto que vai resolver o problema. Tem que buscar uma solução para algo que o governo, de acordo com as contas públicas, suporte [pagar]”, declarou Eduardo Cunha.

O presidente da Câmara destacou ainda que o fato de ter rompido politicamente com o Palácio do Planalto não significa que sempre defenderá pautas que contrariam o governo.

“O que for de defesa institucional das contas públicas, eu vou continuar defendendo. Não podemos impor aumento de contas públicas sem que o governo possa suportar, ainda mais em momento de crise. Temos que aguardar, ver a justificativa do veto e ver o que o governo está pensando em fazer de medida alternativa”, declarou.

Nesta terça, servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União interditaram as seis faixas do Eixo Monumental em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, em ato pela sanção de projeto que prevê o reajuste salarial. Eles argumentam que o salário está defasado, já que nos anos anteriores não houve reajuste compatível com a inflação.

“Hoje é o último dia dessa fase de mobilização, para que o governo reponha as nossas perdas salariais dos últimos nove anos. A última reposição foi em 2006”, disse o coordenador geral do Sindicato dos Servidores do Judiciário (Sindjus-DF), José Junior Alves.

O governo afirma que o momento atual, de crise econômica e ajuste fiscal, não é adequado para conceder um reajuste de mais de 50%.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/07/eduardo-cunha-defende-solucao-negociada-para-reajuste-do-judiciario.html

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