Eduardo Cunha defende derrubada do veto para reajuste na Suframa


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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, defendeu a derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff que impede o reajuste salarial dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Declaração foi concedida, na manhã desta segunda-feira (29), durante a sessão da Câmara Itinerante realizada na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), na zona centro-sul de Manaus.

"Defendo a derrubada do veto, mas, essa é uma decisão que cabe aos senadores. Não sei se vão conseguir a queda da decisão da presidente", afirmou Cunha.

A sessão na ALE-AM não contou com a presença de manifestantes contra a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Presentes ao local, o grupo acabou sendo impedido de entrar na Casa. "Foi uma determinação da polícia legislativa da Câmara Federal", informou o presidente da Assembleia, Josué Neto.


Apoio à Dilma e delação UTC

Segundo Cunha, a aliança entre PMDB e PT está "está na CTI" e é preciso ver se é possível "sobreviver" dessa forma. Ele ressaltou, porém, que o partido não vai tirar o apoio à presidente Dilma Rousseff "simplesmente por disputas menores".

"Eu costumo dizer que o PMDB não repetirá esta aliança em 2018. Esta é uma decisão praticamente tomada por todos nós. O que se discute é a manutenção presente, e seria uma irresponsabilidade muito grande discutir agora um fim de aliança agora no governo ao qual o PMDB faz parte e se elegeu junto. É preciso ter cautela. Nós não vamos tirar a governabilidade do governo simplesmente por disputas menores. Mas a nossa aliança está no CTI, vamos ver se a gente consegue sobreviver no CTI", disse.

Cunha afirmou desconhecer o conteúdo da delação premiada do ex-presidente da empresa UTC, Ricardo Pessoa, e que por isso não iria se manifestar sobre o assunto. "Eu não vou comentar o que eu não li e aquilo que trata dos outros. E a delação sempre tem que ser vista em seu contexto, então, como eu não conheço, não vou comentar", disse.

Sobre a possibilidade de impeachment da presidente diante das novas denúncias apresentadas na delação de Pessoa, o presidente da Câmara afirmou que a questão deve ser tratada sob a ótica constitucional. "Tem que haver os motivos previstos na Constituição. E não se trata única e exclusivamente como recurso eleitoral", afirmou.


Elogios à bancada do Amazonas e barração

Com a presença de deputados federais e estaduais do Amazonas, a sessão da Câmara Itinerante foi marcada por críticas à presidente Dilma Rousseff e elogios à bancada amazonense em Brasília.

Eduardo Cunha parabenizou os parlamentares locais no trabalho de aprovação destaque apresentado pela deputada Conceição Sampaio (PP/AM), ao Projeto de Lei (PL) 863/15, e retirou do texto dispositivo que impedia empresas de bebidas instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM) de aproveitarem créditos tributários obtidos com a produção de refrigerantes, águas e energéticos para a redução de tributos a pagar em outros Estados relativos a outras bebidas. "Os deputados amazonenses fizeram um grande trabalho e conseguiram manter mais de 15 mil empregos na Zona Franca de Manaus", disse.

Já o deputado federal Artur Bisneto (PSDB) aproveitou a ocasião para tecer críticas ao Partido dos Trabalhadores. "Nenhum deputado do PT votou a favor da Zona Franca de Manaus, um elemento econômico fundamental para o desenvolvimento do Amazonas e da Região Norte do Brasil", afirmou.

O deputado estadual José Ricardo (PT) criticou a reforma política aprovada pelo Congresso Nacional com questionamentos ao pacto federativo. "Do jeito que foi votado, pouca coisa mudou", afirmou. O deputado federal Pauderney Avelino (DEM) também atacou a reforma política. "Não é a mudança que o povo esperava", disse.


Parlamentarismo e voto facultativo

Durante a sessão da Câmara Itinerante, Eduardo Cunha explicou decisões relativas à reforma política votada no Congresso Nacional nos meses de maio e junho. "A questão do voto facultativo, por exemplo, foi barrada por ele já existir de certa maneira no Brasil. Afinal de contas, quem deixa de votar paga uma taxa tão baixa pelo não comparecimento às urnas", afirmou.

O presidente da Câmara dos Deputados também se mostrou favorável à instituição do parlamentarismo. "Acredito que seria melhor para o Brasil. Protegeria o país das crises", declarou, se dizendo ainda a favor da redução do teto para financiamento de campanha.

http://new.d24am.com/noticias/politica/manaus-eduardo-cunha-defende-derrubada-veto-para-reajuste-suframa/136259

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