Servidores da Câmara protestam contra Cunha


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Servidores da Câmara protestaram nesta sexta-feira em frente ao gabinete do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), contra possíveis mudanças na gestão do Pró-Saúde, o fundo de saúde composto com recursos contribuições dos servidores, dos deputados e da União. Ontem, em reunião da Mesa Diretora da Casa, houve discussão sobre a questão, que acabou gerando especulações entre os servidores sobre a utilização da reserva deste fundo, hoje equivalente a R$ 380 milhões, para outra finalidade.

Eduardo Cunha negou que tenha havido decisão sobre essa questão, mas admitiu que o Pró-Saúde foi discutido na reunião da Mesa Diretora. Segundo ele, assim como os servidores, os deputados também contribuem mensalmente para o fundo e há aporte da União. Deputados e servidores somam 6 mil pessoas, o que dá por mês uma contribuição total de R$ 18 milhões. Este ano, acrescentou, está sendo pleiteado o aporte de R$ 33 milhões em recursos do orçamento da Câmara para este fundo superavitário. E que a Mesa pretende discutir se esse aporte é necessário.

— É uma situação simples. Eu também sou sócio e também pago. É um plano de autogestão que existe na Casa em que eu pago 330 reais (por mês), como pagam 6 mil pessoas. E que tem auto-gestão na Casa. E esse plano tem um acúmulo de reserva, por excesso de lucro, um caixa de 380 mil reais. E na realidade, o que está acontecendo é que está querendo da União 33 milhões de reais de contribuição. Não tem sentido a gente onerar o contribuinte em 33 milhões no plano que tem uma reserva que foi acumulada por lucro na sua atividade — argumentou Cunha,acrescentando:

— O objetivo (do pró-Saúde) não é ter lucro e sim cumprir a sua função. O que estamos discutindo é o dinheiro do contribuinte, se vai por ou não vai por mais dinheiro lá. É uma forma da gente economizar recursos do contribuinte, de não colocar mais dinheiro e zerar a receita financeira em prol do patrimônio. Não é uma empresa, é uma auto-gestão. Então, estamos discutindo a gestão.

Cunha criticou a polêmica gerada pelo debate sobre a questão:

— Se a gente não pode debater uma questão de gestão da Casa, eu vou tirar os assessores da reunião da Mesa que acaba esse problema. Não vai mais ter assessor para fazer fofoca e colocar mentira na rua. Agora, eu fiquei curioso para fazer uma auditoria bem profunda nessa gestão para verificar o porque está todo mundo muito preocupado e como que acumulou R$ 380 milhões. E às custas do dinheiro do contribuinte. Para que eu vou colocar dinheiro do contribuinte num fundo que eu não gasto?


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O vice-presidente do Sindicato dos servidores do Legislativo (Sindlegis), Paulo Cezar Alves, disse que os recursos do fundo são para custear despesas com tratamentos de saúde dos servidores, que estão dispostos a negociar a parte da União. Só não querem que se mexa na reserva do fundo.

— Nós servidores temos que fazer mais o nosso papel de proteger a Casa. O presidente quer mexer no fundo de reserva do plano de saúde. O fundo é usado para custear tratamentos mais caros. A gente acha que esses R$ 350 milhões é para a saúde futura. Os custos estão aumentando muito. É uma gordura que é para usar futuro. Estamos dispostos a negociar a participação da União. Não queremos é que mexam no fundo — disse o vice-presidente do Sindlegis.

O vice-presidente disse que se reuniu, no final da tarde desta sexta-feira com a Diretoria Geral da Casa, e solicitou a expedição de uma nota para esclarecimento dos fatos.

http://oglobo.globo.com/brasil/servidores-da-camara-protestam-contra-cunha-16502547

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