Apagão no Judiciário/MPU leva luto pela Justiça ao gramado do Congresso Nacional


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Na tarde desta terça-feira (24), centenas de servidores do Judiciário e do MPU, atendendo ao chamado do Sindjus, coloriram o gramado do Congresso Nacional com roupas e guarda-chuvas pretos em luto pela Justiça. Deixaram o local com a notícia de que, ao contrário do que pretendia o governo, a LOA não seria votada nesta terça.

Com faixas, apitos, fogos de artifício e buzinas, os manifestantes fecharam a via de acesso à Chapelaria do Congresso Nacional e não recuaram com a truculência da Polícia Legislativa e da Política Militar, que impediram a aproximação dos manifestantes à entrada do Salão Negro.

Para vencer o bloqueio policial, os servidores contornaram e ocuparam o espelho d’água, deixando claro aos policiais que mais uma fez fizeram uso da repressão desnecessária por meio de spray de pimenta e assédio (gritos e intimidação). Os servidores deram um show de combatividade e resistência.


Pelo fim da enrolação

Nem mesmo a chuva e o sol forte, que se alternaram, roubaram o ânimo dos servidores, que chamaram a atenção da imprensa e causaram dor de cabeça à Polícia Legislativa, que, com a proposta de que os manifestantes desocupassem a pista de acesso ao Congresso, propôs a entrada de uma comissão de servidores para negociar as reivindicações dos servidores do Judiciário e do MPU. Como frisou a coordenadora Ana Paula, “não queremos mais reuniõezinhas. Já nos bastam Lewandowski e Janot fazendo jogo de cena o tempo todo se reunindo com quem não decide nada. Chega de enrolação.”


Pra cima dos parlamentares

Para o coordenador Jailton Assis, que acompanhou a Reunião de Líderes com o objetivo de buscar uma audiência com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é importante lutar pela inclusão dos recursos necessários à viabilização dos PLs 7919 e 7920, ambos de 2014, na LOA-2015, mas é necessário ir para cima dos parlamentares, do presidente do STF e do PGR, pela votação dos projetos de lei.

“O primeiro passo é a inclusão dos projetos na LOA, mas com ou sem inclusão orçamentária vamos lutar pela aprovação do nosso reajuste. Vamos até o fim”, frisou Jailton.

Jailton explicou que obteve a informação de que a Lei Orçamentária Anual não será votada nesta terça-feira, pois não houve negociação sobre os três vetos que trancam a pauta. Avisou também que o relator-geral do Orçamento, senador Romero Jucá, não está em Brasília nesta terça. Além disso, foi reaberto hoje o prazo para emendas ao PLOA, o que garante que a Lei Orçamentária não será aprovada sem uma nova rodada de debates entre os parlamentares.


Multiplicação

A coordenadora Sheila Tinoco lembrou que, nesta segunda-feira, os servidores do TJDFT/MPDFT fecharam o Eixo Monumental por uma hora e que na manhã desta terça-feira os agentes de segurança do TJDFT se mobilizaram aderindo ao Apagão o que provocou a suspensão de audiências. Há notícias também de muitos servidores indo trabalhar de preto em protesto aderindo ao Apagão.

“É hora de mobilização e cada um presente neste ato é um multiplicador, que deve voltar ao seu local de trabalho e chamar mais colegas para o próximo ato, pois vamos voltar ao Congresso Nacional e fazer muito barulho até nosso reajuste ser aprovado”, exclamou Sheila.


Intensificação da luta

O Sindjus vai chamar Assembleia-Geral para a próxima semana, no intuito de definir os próximos passos da nossa luta. Para o coordenador Cledo Vieira, é preciso intensificar a pressão sobre Lewandowski e Janot, sobre o presidentes da CCJ, da CFT e da CMO, para que a injustiça cometida contra os servidores com reajustes, gratificações e auxílio-moradia somente para autoridades seja reparada.

“Brasília mostra mais uma vez sua insatisfação com esse tratamento diferenciado. Não dá para continuar com uma política de data-base só para magistrado, procurador, parlamentar, presidente, ministro”, defendeu Cledo.


Campanha dos Federais

Nesta quarta-feira, a partir das 9h, em frente ao Ministério do Planejamento, os coordenadores do Sindjus estarão no lançamento oficial da campanha salarial dos servidores públicos federais. Embora o reajuste linear não seja suficiente para repor as perdas inflacionárias dos servidores do Judiciário e do MPU, que estão em defasagem salarial em relação às outras carreiras, há pontos na pauta coletiva que são fundamentais para nós, como a definição da bata-base, que garantirá a recomposição anual de nossos salários, e a defesa do direito de greve.

http://www.sindjusdf.org.br/Leitor.aspx?codigo=6238&origem=Default

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