Após suspensão do corte de ponto, professor vai receber por dias parados


  

Depois de ceder à pressão feita pelos professores universitários e reestruturar a proposta apresentada à categoria, o Planalto terá de voltar atrás mais uma vez. Agora, o governo deve rever a decisão de cortar o ponto dos servidores do Executivo federal lotados no Distrito Federal. Uma liminar proferida na última terça-feira, pela Justiça Federal, deve obrigar o governo a suspender a determinação e a devolver o valor do contracheque de julho descontado pelos dias parados em junho. Procurada pelo Correio, a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento informou, porém, que nenhum documento oficial sobre o assunto chegou às mãos do secretário de Relações do Trabalho do órgão, Sérgio Mendonça.

No texto do mandado de segurança divulgado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF (Sindsep-DF), o juiz Flávio Marcelo Borges, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, afirma que “o direito de greve é realidade no panorama jurídico nacional” e que “descabe presumir a má-fé de servidores no encetar uma greve. Se a fazem, buscam, em princípio, algo legítimo”.




O presidente do Sindsep-DF, Oton Pereira, explicou que uma folha de ponto suplementar deve ser criada caso o governo não consiga refazer a frequência com o corte, datado a partir de 18 de junho. A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) informou que já recomendou a todos os sindicatos aliados que recorram à Justiça para suspender a decisão também nos outros estados.
Texto extraído de: Correio Braziliense


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